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2024

Com proximidade do julgamento, sorteio dos jurados será na semana que vem

Rosilda tem postado a contagem regressiva para o julgamento. Foto: Reprodução/Redes Sociais
Próxima etapa do processo do caso envolvendo as mortes de Loir Dreveck e Genésio Almeida é a definição do corpo de jurados, na próxima quarta-feira. Júri está marcado para o dia 21 de junho, na sede da comarca, em Rio Negro

Em menos de um mês será realizado o julgamento relacionado aos crimes ocorridos em dezembro de 2016 contra o então prefeito eleito de Piên, Loir Dreveck, e contra o técnico de segurança do trabalho Genésio Almeida. A definição da data ocorreu em outubro do ano passado, agendando a sessão do Tribunal do Júri para o dia 21 de junho, em Vara Plenário do Tribunal do Júri de Rio Negro, comarca da qual Piên faz parte.

Também em outubro foi definida a data da juntada de sorteio dos jurados. Isto ocorrerá na próxima quarta-feira, às 13 horas, na modalidade virtual. Segundo as informações da Justiça, o sorteio é realizado por um sistema próprio. Serão sorteados 25 nomes e mais suplentes, de cidades da comarca. No dia do júri, deve haver um novo sorteio entre estes nomes, definindo sete que efetivamente participarão do julgamento.

Entre os réus no processo estão o ex-prefeito Gilberto Dranka e o ex-presidente da câmara Leonides Maahs, que na investigação policial foram apontados como mandantes. Também são réus Orvandir Arias Pedrini, conhecido como Gaúcho, tido como intermediário entre mandantes e executor, e Amilton Padilha, acusado de ser o atirador nos fatos que culminaram nas mortes.
Ambos os assassinatos ocorreram na rodovia PR-420, que liga Piên a Santa Catarina. O primeiro foi contra Genésio Almeida, nas proximidades do bairro de Trigolândia, e teria ocorrido por engano. Poucos dias depois, no bairro Fragosos, ocorreu o ataque contra Loir Dreveck. Ele foi baleado e acabou morrendo no hospital na mesma semana.

Em 31 janeiro de 2017, uma operação deflagrada em Piên pelo Centro de Operações Policiais Especiais (COPE) resultou na prisão dos suspeitos de envolvimento nos crimes. Em junho daquele ano, após audiências realizadas no fórum de Rio Negro, houve a sentença de pronúncia de que os acusados fossem a júri. Em 2018, cerca de um ano após a prisão, Dranka, Maahs e Pedrini passaram à liberdade monitorada por tornozeleira eletrônica. Padilha estava preso em Santa Catarina, de onde empreendeu fuga.

Desde 1º de janeiro deste ano, Rosilda Dreveck, irmã de Loir, faz em suas redes sociais uma espécie de contagem regressiva para o julgamento. Segundo o advogado Samir Assad, assistente de acusação, as provas são contundentes, tanto em autoria quanto em materialidade. “Será um julgamento longo e trabalhoso, do qual esperamos resultado condenatório”, disse.

Defesas – Claudio Dalledone Junior, advogado de Gilberto Dranka, disse que a defesa está firme no propósito de abalar todas as certezas invocadas pela acusação, que segundo ele, entretanto, já caíram por terra. “Principalmente todas aquelas questões que a assistência de acusação que até agora trovejou mas não choveu. A inocência de Gilberto Dranka será confirmada pelo conselho de sentença que nós confiamos muito. O povo julgando um homem que sempre representou o povo”, declarou.

A defesa de Orvandir Pedrini, representada pelas advogadas Marcia Gottems Lobo e Juliane Andressa Testi, disse que está preparada para demonstrar todos os fatos como verdadeiramente se sucederam. “Momento de mostrar para a sociedade, esclarecimentos da realidade dos fatos, seu contexto e todos os envolvidos. Como sustentou desde início, srº Orvandir, foi envolvido numa trama de fins políticos obscuros, sendo este um homem correto, que vem sofrendo há muito tempo com essa situação, que já sofreu ameaças, mas sempre sustentou a verdade. Assim, com todas as provas produzidas será demonstrada, a participação dos culpados, um crime desta magnitude precisa ser esclarecido para sociedade que os julgará neste júri”, declarou a defesa, comentando ainda que os jurados são representantes da sociedade a qual fazem parte e decidem em nome dela, tendo o encargo de afirmar ou negar a existência do fato criminoso das pessoas que serão julgadas. “Se tem a firme convicção que a justiça será feita”, finaliza a nota.

Renan Martins Moreira, advogado nomeado de Amilton Padilha, disse que o réu alega inocência. Segundo ele, as provas indicam inocência e não há indícios mínimos. Até o fechamento desta reportagem, nossa equipe não obteve retorno da defesa do réu Leonides Maahs.



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