terça-feira, 22
 de 
junho
 de 
2021

Com boa rentabilidade, camomila vem fortalecendo atividade agrícola

Produtores já estão trabalhando na colheita de mais uma safra. Foto: Arquivo/O RegionalUma das boas alternativas de cultura do inverno e com uma grande aceitação no mercado, a camomila vem gradativamente ganhando mais espaço na região. Segundo números do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), em 2017 esta produção esteve presente em cinco municípios do suleste paranaense e gerou uma renda de R$ 4,9 milhões.

Conhecida como a capital da camomila, a cidade de Mandirituba é a que tem o maior número de produtores que se dedicam a esta cultura, como é o caso do agricultor José Mário Claudino, da localidade de Retiro, que iniciou o cultivo da camomila há cerca de 30 anos. “Conheci esta alternativa e me interessei porque é produzida no período do inverno, no intervalo de outras produções. Com isso, além de não deixar o solo descoberto e exposto a pragas, é possível obter uma rentabilidade maior”, conta Claudino, destacando também o curto prazo para o desenvolvimento da lavoura. “O plantio ocorre entre março e junho. Dentro de 100 dias é possível iniciar a colheita, que é realizada de forma mecanizada e manual”, explica.

Na safra deste ano, a camomila teve uma boa produtividade, ao contrário da anterior, onde as condições climáticas afetaram drasticamente. “Neste ano, plantei cerca de 20 alqueires e vou colher mais que o dobro em comparação com 2018, quando colhi pouco mais de 6 mil quilos na mesma área plantada ”, compara Claudino, detalhando que após a colheita, a camomila passa por um processo de secagem/desidratação. “Concluída esta etapa, comercializamos a produção para empresas do próprio município que fazem o beneficiamento e embalagem. Alguns produtores também vendem para terceiros”, relata.

Uma das dificuldades enfrentadas pelos agricultores está na presença das abelhas que são atraídas pela planta. Foto: Arquivo/O Regional

Segundo o secretário de Agricultura de Mandirituba, Irineu Laskaski, a camomila foi apresentada há décadas atrás através de uma empresa de São Paulo, que inicialmente sedia as sementes e fazia a secagem. “Ao longo dos anos, o manejo foi se desenvolvendo e os produtores investindo na fabricação de estufas e implementos. A produção foi então potencializada com os empreendimentos que se formaram no município e fazem o beneficiamento, garantindo a compra e levando a camomila produzida aqui para grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro”, ressalta.

Neste ano, como a produtividade foi boa, o preço do quilo da camomila está em média R$ 6,00 à R$ 7,50. “É um valor considerado baixo, já que uma boa venda acontece na casa de R$ 13,00 o quilo”, calcula Laskaski, que, apesar deste fator, vê na cultura uma boa rentabilidade. “O manejo é menor comparado a outras alternativas e o custo de produção é pequeno. Tanto é que a camomila vem ganhando espaço não só no município, como em cidades vizinhas”, concluiu.

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