sábado, 2
 de 
julho
 de 
2022

Com bloqueio de rodovias, greve dos caminhoneiros ganha força na região

No trevo de acesso a Campo do Tenente, caminhões se aglomeraram pelo pátio de posto de combustível. Foto: Arquivo/O RegionalA semana está sendo marcada por protestos nas estradas em todo o país contra as altas nos preços dos combustíveis, especialmente do diesel. Iniciada na última segunda-feira, a greve dos caminhoneiros entra hoje no seu quinto dia. Ontem, a paralisação afetava 23 estados e o Distrito Federal.

No suleste paranaense, a mobilização começou na segunda com apenas um ponto de bloqueio, na PR 281, no trevo de acesso ao centro de Piên. Neste mesmo município, os manifestantes se organizaram e fecharam a passagem de caminhões em outros locais, inclusive em estradas rurais, para evitar desvios.

Segundo o caminhoneiro Orlando Farago, um dos coordenadores do movimento em Piên, a categoria tem grande importância para o país no transporte de produtos e merece ser respeitada. Ele explica que é liberada nos bloqueios a passagem de carros de passeio, ambulâncias, veículos com carga viva e produtos perecíveis, entre outros. O motorista cita o apoio de supermercados, transportadoras, entidades e parte da população. “O pessoal tem nos ajudado levando água e comida”, revela.

Produtores de Quitandinha também aderiram à paralisação dos motoristas. Foto: Arquivo/O RegionalNo decorrer da semana, os pontos de paralisação foram se multiplicando na região, atingindo as rodovias federais. Foram registrados protestos na BR 476, em Contenda e na Lapa. Na BR 116, foram constatadas barreiras em Fazenda Rio Grande, no distrito de Areia Branca dos Assis, Mandirituba, em Quitandinha e em Campo do Tenente. Com isso, alguns acostamentos e pátios de postos de combustíveis estão ficando lotados de caminhões. São Bento do Sul, cidade catarinense próxima da região, também registra manifestações.

Em alguns municípios, a paralisação teve a adesão de outra categoria, a dos agricultores; como em Campo do Tenente, onde muitos tratores se concentraram no trevo principal da cidade, local da greve. O mesmo aconteceu no trevo de Quitandinha. O movimento em Piên teve igualmente apoio dos produtores rurais, que realizaram tratoraço ontem, e também de comerciantes. Em algumas estradas do país, governo e concessionárias estão conseguindo decisões liminares contra o bloqueio das vias.

Em Campo do Tenente, onde na última quarta-feira, mais de 200 caminhões estavam parados, havia motoristas de todas as partes do Brasil e até mesmo argentinos, que aderiram ao movimento em apoio à categoria. Para eles, nas condições atuais, o frete somente seria rentável se o preço do diesel estivesse em torno de R$ 2,50 o litro.

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