quinta-feira, 23
 de 
setembro
 de 
2021

Classe comercial se reinventa para minimizar os impactos da pandemia

Dailson relata que tem adotado uma série de medidas para superar este momento de crise. Foto: Arquivo/O RegionalA classe comercial vive um momento de grande impasse e incerteza em decorrência da crise causada pela pandemia do novo coronavírus. Alguns estabelecimentos seguem fechados e outros estão atuando com uma significativa diminuição nas vendas. Mesmo diante de todo este impasse, os empreendedores vêm buscando se reinventar no mercado para minimizar ao máximo o impacto causado.

Em Quitandinha, a Agropecuária Trevo é um dos empreendimentos que não teve interrupção no atendimento por ser considerado um serviço essencial. “Mesmo assim, notamos uma queda de 30% nas vendas do setor agro e pet, tendo uma diminuição de 15% na linha agrícola”, relata o empresário Dailson Mika, pontuando o alta no preço dos fertilizantes. “Em média, o aumento foi de 15% nestas duas últimas semanas, decorrentes principalmente pelo valor do dólar. A saca de ureia, por exemplo, passou de R$ 72,00 para R$ 90,00”, detalha.

Para superar este momento, o empresário tem buscado algumas alternativas como diminuir o volume de compras, oferecendo serviço de disk entrega e descontos especiais, tendo ainda que repensar investimentos. “Tinha planejado um projeto de ampliação para oferecer mais produtos e serviços aos clientes. Agora, infelizmente, terei que postergar esta ideia”, lamenta Mika. Apesar deste panorama, ele mantém a esperança da retomada do crescimento. “A situação é delicada, mas, vamos passar por ela e sair fortalecidos”, ressalta Mika.

Casa Gêmeos tem utilizado as redes sociais para interagir com os clientes, enviando inclusive fotos dos produtos desejados. Foto: Arquivo/O Regional

O empresário mandiritubense Rodrigo Felipe, das lojas Casa Gêmeos, conta que as vendas de Páscoa foram 40% menores do que no ano passado. “Foi uma perda significativa, muito em virtude de que várias pessoas não estão saindo de casa por estarem no grupo de risco”, comenta. Ele também relata que a empresa tem enfrentado dificuldades com o recebimento dos produtos. “Muitos fornecedores estavam ou estão com as atividades paralisadas e não vão conseguir entregar toda a encomenda no prazo previsto. A parte de logística está bastante afetada”, enfatiza.

Com as dificuldades enfrentadas, a empresa tem adotado novas medidas que facilitam a venda. “Já tínhamos várias possibilidades de compra parcelada, agora estamos também fazendo a entrega a domicílio. Outro ponto adotado está em reforçar a proximidade com os clientes também nas mídias digitais”, relata Rodrigo, que mantém a esperança para superar a crise. “O momento agora é de saber administrar, ser cauteloso e evitar gastos excessivos. Todos nós sentiremos o impacto da pandemia, mas, a demanda sempre irá existir e precisamos ter a certeza de que tudo isso vai passar”, finaliza.

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