sexta-feira, 24
 de 
setembro
 de 
2021

Ciclone bomba atinge a região e causa destruição com ventos fortes

Milton Rodrigues relata o desespero durante o temporal que danificou a residência. Foto: Arquivo / O Regional
Milton Rodrigues relata o desespero durante o temporal que danificou a residência. Foto: Arquivo / O Regional

Com rajadas de ventos que passaram de 100 km por hora, centenas de casas e empresas em todo Paraná ficaram destelhadas ou foram atingidas por árvores. O temporal, registrado na tarde da última terça-feira, afetou a toda a região sul e foi denominado pelos especialistas como ciclone bomba.

De acordo com o meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib, o ciclone bomba se formou entre o Uruguai e o Rio Grande do Sul, avançando com força para toda a região sul. “No Paraná, tivemos cidades que registraram ventos fortes de até 120 km por hora. Este fenômeno se formou de forma rápida devido a área de baixa pressão, atingindo de um modo geral todo o Estado”, detalha. Na unidade de medição do Simepar na Lapa, os ventos chegaram a 93,6 km. “O vendaval acima de 60 km já podem causar destruição e, diante deste parâmetro, fica claro a intensidade que este temporal afetou o Estado”, enfatiza.

Na região, várias árvores vieram ao chão e obstruíram diversas ruas, comprometendo as redes de energia elétrica, de telefonia e de internet, afetando até mesmo o abastecimento de água. Também foram diversos registros de casas danificadas, tanto pelo destelhamento devido aos fortes ventos, como também por serem atingidas por árvores. Em Campo do Tenente, a cobertura de um posto de combustível atravessou a BR 116 após ser arrancada pelo temporal.

Morador da comunidade de Rio Vermelho, em Campo do Tenente, Milton Rodrigues relata que tudo foi muito rápido. “Tive parte da cobertura arrancada pelo força do vento. Vários móveis acabaram molhando e tive um grande prejuízo”, relata.

Após a diminuição dos ventos, as equipes da Defesa Civil e das prefeituras iniciaram os trabalhos para desobstrução das vias e o atendimento das famílias afetadas, sendo distribuídas lonas e folhas de amianto. Os trabalhos se estenderam ao longo de toda a semana, quando ainda não foi possível restabelecer a energia elétrica em todas as comunidades.

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