terça-feira, 22
 de 
junho
 de 
2021

Carros elétricos: o futuro chegou!

Quando eu era criança costumava assistir ao desenho animado “Os Jetsons”. O futuro parecia incrível com automóveis voadores e as pessoas se comunicando com o auxílio de telas de TV. Algumas das ficções do desenho tornaram-se realidade, mas o que temos hoje é a tecnologia também preocupada, além do bem-estar do homem, com o impacto ao meio ambiente. Não há também como negar que somente com um meio ambiente equilibrado há uma melhoria na qualidade de vida do ser humano.

Saímos da era da invenção da roda que criou os automóveis e fez da indústria do petróleo a mais poderosa e belicosa do mundo moderno. Enquanto os norte americanos ainda insistem com as suas gigantescas caminhonetes, os europeus têm promovido um movimento contrário. Seria uma reação deste continente aos impactos que a queima do petróleo causa ao planeta contribuindo para o aquecimento global.

A atualização de fontes renováveis de energia pode auxiliar para que impactemos menos e sintamos com menos intensidade os sintomas do aumento de temperatura do planeta. Diversos países da Europa já fixaram o ano de 2040 como o limite para a substituição completa de suas frotas movidas a combustíveis fósseis para a matriz limpa. Mais de 1 milhão de carros elétricos e híbridos já circulam no Velho Continente. No Brasil, ainda estamos engatinhando neste tema, mas com expectativa de crescimento do setor. Atualmente a nossa frota passa dos 14.000 veículos. Mas o que tudo isso tem a ver com o planejamento das cidades? Tudo! Vamos explicar…

Precisamos pensar as cidades do futuro com uma rede que possibilite a chegada desta onda de veículos elétricos. Em 2030, há estimativas de que a nossa frota chegue em 180.000 carros por ano, enquanto hoje temos 4.000 unidades/ano. Recentemente, a Companhia Paranaense de Energia (Copel) instalou a primeira eletrovia do Brasil ligando Paranaguá a Foz do Iguaçu. Além destas duas cidades, outras 6 (Curitiba, Irati, Guarapuava, Laranjeiras do Sul, Cascavel e Medianeira) receberam eletropostos de 50 kVA (kilovoltampere) de potência – o equivalente a dez chuveiros elétricos ligados ao mesmo tempo – e três tipos de conectores, próprios para atender os modelos de carros elétricos ou híbridos disponíveis no Brasil. O futuro chegou, mas precisamos planejar!

Por: Raphael Rolim de Moura – Biólogo, Especialista em Gestão e Planejamento Ambiental, Mestre em Meio Ambiente e Desenvolvimento. Professor universitário e atualmente ocupa Diretoria na Comec

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