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2026

Sedentarismo é o perigo oculto do coração: clima mais frio desafia a saúde

Divulgação

A relação entre a prática de exercícios físicos e a saúde do coração vai muito além da estética ou do condicionamento básico, é o que afirma Dr. Jose Knopfholz, cardiologista e diretor de comunicação da Sociedade Paranaense de Cardiologia, segundo o especialista, o sedentarismo não é apenas um estilo de vida inadequado, mas sim uma doença oficialmente catalogada no Código Internacional de Doenças (CID).

O especialista esclarece que ser “fisicamente ativo”, como realizar tarefas domésticas, é totalmente diferente de praticar “exercícios físicos” estruturados:

“Para garantir a redução do risco de infarto, acidente vascular cerebral (AVC), pressão alta, diabetes e obesidade, a recomendação mínima é de 150 minutos semanais de atividade aeróbica de intensidade moderada (como 50 minutos três vezes por semana ou, preferencialmente, 30 minutos cinco vezes por semana)”, orienta Dr. José.

Um dos desafios dos exercícios físicos para as pessoas se dá justamente na temperatura. Segundo dados do Ministério da Saúde, exercícios físicos diminuem cerca de 30% em dias frios. Esses números reforçam que o hábito da atividade física deve ser estimulado diariamente, principalmente em estações como o outono e o inverno:

“A atividade deve exigir algum esforço e não ser apenas um passeio leve. Tão importante quanto o exercício aeróbico é a prática de exercícios resistidos, como a musculação. obviamente a avaliação médica preliminar aos exercícios oferece considerável segurança”, reforça.

Segundo Knopfholz, a partir dos 50 a 60 anos, o corpo passa por um processo de perda de massa magra conhecido como sarcopenia, que deixa os idosos frágeis e suscetíveis a mais quedas perigosas, uma das grandes causas de complicações graves e causa de internações na terceira idade.

Falsos magros

O alerta se estende também àqueles que confiam apenas na balança. Um indivíduo ser magro na balança não significa que ele seja metabolicamente saudável. Uma pesquisa recente de Harvard demonstrou que a presença de gordura entremeada no músculo (como um “marmoreio”) gera um estado inflamatório que aumenta o risco cardíaco de forma parecida com a gordura visceral.

A gordura visceral, por sua vez, bagunça os hormônios, aumenta o cortisol, desregula o colesterol e causa resistência à insulina (síndrome metabólica):

“Ser jovem e aparentemente magro não é desculpa para relaxar com relação aos exercícios físicos. Há uma gama de situações que ocorrem longe do que os olhos veem, por isso é preciso se manter atento e, ainda que os resultados visíveis possam demorar algum tempo, a saúde cardiológica agradece o hábito da atividade”, finaliza Dr. Knopfholz.

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