Em meio à crise econômica enfrentada pelo país nos últimos anos, o mercado de trabalho formal foi o mais afetado, resultando na demissão de inúmeros profissionais com carteira assinada. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho, os municípios da região também apresentam oscilação nos postos de trabalho, a exemplo do que acontece em todo o Brasil.
Somados os dez municípios da região, o saldo de empregos foi negativo no período entre janeiro e dezembro de 2017. Entre admissões e demissões o saldo negativo foi de 212 ocupações formais a menos.
Por outro lado, em se tratando da região Suleste, o número de cidades que fechou 2017 com resultado positivo foi maior. Segundo dados do Caged, os resultados negativos foram constatados em Fazenda Rio Grande (-33), Lapa (-358), Rio Negro (-96) e Tijucas do Sul (-12), enquanto que a variação positiva aconteceu em Agudos do Sul (31), Campo do Tenente (29), Contenda (14), Mandirituba (149), Piên (57) e Quitandinha (7).
O vice-prefeito e secretário de Desenvolvimento Econômico da Lapa, Joacir Gonsalves, considera que a crise econômica foi realmente determinante para o resultado negativo no município. “Muitas empresas passaram por dificuldades, com recuo de produção, deixaram de contratar e, inclusive, começaram a demitir”, destaca, Gonçalves. “No caso da Lapa, temos que lembrar ainda da Operação Carne Fraca, que refletiu no desempenho das principais empresas instaladas no município”, acrescentou.
A geração de novas oportunidades de trabalho é desafio e meta permanente dos municípios da região. Mais distantes da capital e com concorrentes fortes ao entorno de Curitiba, o sonho da industrialização continua distante. A agricultura continua sendo a principal fonte de renda e emprego para centenas de famílias.
Apesar do fechamento negativo do ano na região, o resultado foi melhor do que em 2016, mostrando que o ritmo do desemprego vem, mesmo que discretamente, desacelerando. Em 2016, foram perdidos 514 postos de trabalho. Em 2015, o resultado havia sido ainda pior, com saldo negativo de 1.143 empregos na região.