Dados preliminares são Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan). Secretaria de Estado da Saúde orienta população para ações para prevenir acidentes desta natureza
O verão, aliando altas temperaturas e umidade, é um período que aumenta a incidência do aparecimento de animais peçonhentos e, consequentemente, acidentes desta natureza, em ambientes como trilhas, jardins e agricultura. As picadas de cobras estão entre as ocorrências mais comuns nesta época do ano, a maioria envolvendo o gênero Bothrops (Jararaca, Urutu, Jararacuçu, Cotiara e Caiçara).
Dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde, indicam que, preliminarmente, em 2025, foram 21 ocorrência de acidente envolvendo serpentes nos dez municípios do suleste paranaense. No ano anterior, o levantamento contabilizou 39 casos.
Neta semana, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), reforçou o alerta para os cuidados visando evitar acidentes com cobras e, de acordo com o secretário Beto Preto, o Paraná investido na capacitação de profissionais e na estruturação da rede de atendimento para garantir uma resposta rápida e eficaz, destacando que a população deve estar atenta aos cuidados, especialmente durante as atividades ao ar livre. “As ações, desde o alerta preventivo até a manutenção da rede do Centro de Informação e Assistência Toxicológica (CIATox) e o treinamento das nossas equipes, garantem que o cidadão tenha o suporte necessário, contribuindo diretamente para a segurança e a sobrevida em casos de acidentes graves de modo rápido e seguro”, afirmou.
A Divisão de Vigilância de Zoonoses e Intoxicações (DVVZI) da Sesa elenecou algumas ações que contribuem na prevenção, como o uso de botas de cano alto ou perneira de couro, botinas e sapatos para atividades em matas, trilhas, jardins ou na agricultura; o uso de luvas de aparas de couro é indicado para manipular folhas secas, montes de lixo, lenha e palhas; manter limpos os arredores das residências, evitando o acúmulo de lixo, entulho, materiais de construção e mato alto; e ter atenção redobrada ao manusear lenha, palhas e ao mexer em paióis e cupinzeiros.
Em caso de acidente, a recomendação é lavar o local da picada com água e sabão, manter a vítima deitada, hidratada e procurar o serviço de saúde próximo o mais rápido possível, levando, com segurança, uma foto ou o próprio animal para facilitar a identificação e a escolha do soro antiofídico correto.
Não se deve fazer torniquete ou garrote, nem cortar, perfurar ou espremer o local da picada. O Paraná conta com uma rede para o atendimento de acidentes com animais peçonhentos, com 225 serviços de saúde de referência distribuídos nas 22 Regionais de Saúde para aplicação do soro antiofídico.
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