Alunos da rede estadual de ensino que precisam de alimentação sem glúten, sem lactose ou de opções veganas serão atendidos por uma nova política de alimentação escolar inclusiva
Estudantes da rede estadual de ensino que precisam de alimentação sem glúten, sem lactose ou de opções veganas serão atendidos por uma nova política de alimentação escolar inclusiva. Está em fase de homologação de ata, após a publicação do Edital nº 669/2026 pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Educacional (Fundepar), o processo para contratação de refeições e alimentos especiais.
Após a homologação, será realizada a verificação da demanda e das quantidades necessárias para a aquisição dos alimentos e a disponibilização de equipamentos específicos para as escolas que receberão as refeições especiais. A medida deve atender cerca de 1,3 mil jovens, estando entre as regionais com maior número de alunos que necessitam desse atendimento estão Francisco Beltrão, com 176 estudantes; Londrina, com 163; Área Metropolitana Sul, com 142; Curitiba, com 120; e Foz do Iguaçu, com 104.
As refeições serão fornecidas congeladas para as escolas e deverão ser armazenadas e preparadas separadamente dos demais alimentos da merenda escolar. Entre as opções estão refeições com arroz, feijão, vegetais e proteínas animal ou vegetal, além de pratos com macarrão, purê de batata e risoto, além de produtos como bolo simples, sanduíches, tortas salgadas e pão de queijo, incluindo versões veganas e adaptadas às restrições alimentares.
Para reduzir o risco de contaminação cruzada, as escolas que receberão as refeições congeladas terão equipamentos de uso exclusivo para esses produtos. O Fundepar prevê a disponibilização de freezers e air fryers, que deverão ser instalados em local separado daquele utilizado para a produção das demais refeições, principalmente os alimentos sem glúten, já que o contato com produtos ou utensílios que contenham esse componente pode comprometer a segurança da refeição.
Conforme a chefe da Divisão de Planejamento da Alimentação Escolar do Fundepar, Rosangela Slomski Oliveira, as equipes das escolas serão orientadas sobre o uso dos equipamentos e os procedimentos necessários para o preparo e o armazenamento das refeições especiais. “Os equipamentos serão destinados exclusivamente às refeições especiais e precisam ser utilizados corretamente. As equipes escolares serão orientadas sobre os procedimentos necessários para garantir a segurança dos estudantes”, explica.
Com a homologação da ata, o Estado avançará para a definição das quantidades de alimentos e refeições necessárias para atender à demanda registrada na rede estadual, finalizando com as etapas de aquisição e de preparação da estrutura das escolas que receberão os produtos.
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