sábado, 25
 de 
setembro
 de 
2021

Queimar lixo é crime ambiental e pode resultar em várias penalidades

Queimada de lixo doméstico e de entulhos ainda é muito comum em toda a região. Foto: Colaboração/Divulgação

 

 

 

 

 

 

 

 

Uma prática corriqueira nas cidades de toda a região é a queima de lixo doméstico, entulhos e vegetação em quintais e áreas particulares. A ação, por mais inofensiva que pareça, é considerada um crime ambiental, com penalidades previstas na Lei de Crimes Ambientais.

Diante desta atitude, autoridades ambientais alertam que, além de resultar em estragos à vegetação, a queima destes resíduos também pode ocasionar em inúmeros transtornos e danos à saúde humana. Além disso, perante o clima seco, é comum a ocorrência de incêndios em proporções maiores.

A empresária Sabrina Bineck mora no bairro de Trigolândia, em Piên, e relata que ela e os vizinhos frequentemente sofrem com as ocorrências de indivíduos queimando lixo em suas residências. “Tem casos de queimadas toda semana, porém, o horário varia bastante. A queima de pneu normalmente é à noite. Vale lembrar que é horário que grande parte da população está em casa e gostaria de estender roupas no varal ou abrir as janelas”, conta Sabrina, detalhando ainda que além de acionar a polícia, os moradores já tentaram conversar com os causadores de queimadas para evitarem a prática. “No caso dos pneus já tentamos conversar via WhatsApp, sem obter resposta. Porém, achamos muito difícil este contato com as pessoas, porque certamente não iriam gostar. No último episódio, em que foi queimado pneus, chegamos a acionar a polícia”, lembra.

Ainda conforme a empresária, é importante que cada pessoa tenha consciência dos atos contra o meio ambiente e a saúde pública. “Contamos com a coleta de lixo quatro dias na semana. Outra coisa importante é que a Associação de Proteção Animal, da cidade vizinha São Bento do Sul, estava pedindo para que quem tivesse pneus que não utilizava mais os doassem para que pudessem fazer camas para os cachorros, e mesmo assim tem pessoas que acham mais conveniente queimar no quintal de casa”, finaliza.

A bióloga da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esportes de Quitandinha, Angela Jacomel Melechenko, explica que a Lei de Crimes Ambientais prevê desde o pagamento de multa até detenção para estas ocorrências. “A queimada ocasionando em prejuízos, tanto pela fumaça devido a emissão de gases tóxicos, quanto pelo risco de um possível princípio de incêndio que pode acabar tomando grandes proporções e depois fica difícil de controlar, trazendo danos a fauna, flora, saúde humana, habitações próximas, qualidade do ar da região”, pontua a profissional, relatando sobre a realização de denúncias junto à Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente do município. “A partir da denúncia, um funcionário vai até o local verificar o ocorrido e faz o preenchimento de um termo, um laudo de vistoria técnica, no qual são anotadas todas as informações relevantes ao parecer técnico, e tanto funcionário quanto o responsável assinam o laudo”, detalha.

Segundo Angela, é importante que a população faça o descarte correto de resíduos. “Os recicláveis devem ser encaminhados à reciclagem. Itens como pilhas, baterias, pneus, eletrônicos, lâmpadas e embalagens de agrotóxicos não podem ser descartados no lixo comum, pois prejudicam o ambiente e a saúde humana, tendo como destino correto a logística reversa, na qual a obrigação da coleta e descarte é dos fabricantes. Quanto ao lixo comum ou rejeito, é coletado por outro caminhão, que leva para o aterro sanitário. E resíduos orgânicos podem ser utilizados na compostagem em casa, ou seja, triturar esse material e ir depositando num local apropriado, para ser transformado em composto, como se fosse um adubo natural, pois é muito rico para o crescimento das plantas”, conclui.

Share on facebook
Facebook
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on telegram
Telegram
Share on whatsapp
WhatsApp
Share on email
Email