domingo, 21
 de 
julho
 de 
2024

Quando eu crescer

A edição dessa semana aborda novamente sobre a vida dos jovens da região que enfrentam o desafio de ingressar numa instituição superior de ensino e conquistar o tão desejado diploma de terceiro grau. Primeiro que decidir por um curso superior com 16 ou 17 anos é algo que pode ser considerado cruel. Muitas vezes não estamos preparados e nem convictos do que realmente queremos para o resto de nossas vidas com essa idade. E muitas vezes, no meio caminho, muda-se de opinião e desejo. Depois, sair do seu habitat natural, da sua região de conforto, para enfrentar o desconhecido exige coragem, dedicação e persistência. Enfim, crescer não é tão fácil como possa imaginar.
Nessa maratona, o apoio dado pelas empresas e poder público é muitas vezes tão importante quanto todo incentivo e apoio que vem dos familiares e amigos. E vale sempre toda reflexão. Não é errado, por exemplo, deixar para decidir mais tarde, talvez esperar um ou dois anos. Pode ser errado paralisar. E há também a parte pragmática, por vezes, o curso desejado não é aquele que garantirá empregabilidade imediata e bons rendimentos. Portanto, faço o que eu gosto, ou faço o que me dará condições de vida estável e rentável?
Crescer está se tornando cada vez mais exigente. O mundo muda e as implicações impostas pela própria humanidade requerem esforços incalculáveis para aqueles que trilham uma vida de bem. A educação é vista ainda como a principal e talvez única ferramenta possível no combate à desigualdade, diferenças e corrupção. Não apenas à educação das salas de aulas e dos livros, mas também aquela de valores que aprendemos desde os primeiros meses de vida.

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