quinta-feira, 17
 de 
junho
 de 
2021

Professores de Fazenda Rio Grande protestam contra descumprimentos

Professores realizaram manifesto em frente à prefeitura reivindicando uma atenção maior à classe. Foto: DivulgaçãoSem receber avanços e gratificações salariais desde 2014, os professores da rede municipal de Fazenda Rio Grande protestaram nesta semana. O manifesto teve interrupção das atividades por algumas horas e também cobrou da prefeitura o cumprimento de outras medidas previstas em lei que estão sendo desrespeitadas.

De acordo com a presidente da APP Sindicato do Núcleo Metrosul, Simone Barbosa, a entidade havia convocado os professores para uma assembleia geral para debater as condições de trabalho. “Há cinco anos não são concedidas gratificações e avanços aos professores, o que significa uma perda salarial expressiva. Outro ponto de descontentamento é que a última reunião oficial com a prefeitura foi em novembro de 2017, posteriormente, nem mesmo os ofícios enviados eram respondidos”, recorda Simone. Além das promoções não concedidas, a categoria também aguardava o cumprimento de 33% de hora atividade e assistência de saúde.

O estopim para a paralisação aconteceu no último dia 25, quando o prefeito Marcio Wozniack assinou um decreto suspendendo o pagamento de todas as promoções e progressões. “Isto revoltou toda a classe de servidores e fez com que a administração revogasse em sequência esta medida absurda”, conta Simone. Cobrando uma postura diferente da prefeitura, os professores optaram por efetivar a Operação Tartaruga. “Como manifesto, as aulas iniciaram 1h30 mais tarde no período da manhã e da tarde da última segunda-feira, além do primeiro período de terça-feira. Esta medida foi suspensa porque a prefeitura conseguiu uma liminar na Justiça”, detalha Simone. As negociações foram abertas e ficou acordado que nas próximas quatro semanas serão realizadas reuniões, onde a APP Sindicato apresentará à prefeitura um levantamento sobre o que pode ser feito. “Vamos dar toda a assessoria possível e buscar a melhor sugestão para os problemas. No dia 6 de junho serão encerradas as tratativas e depois apresentaremos as propostas aos professores. Caso não haja consenso, não estão descartadas novas paralisações”, ressalta.

Na manifestação, os professores cobraram uma atenção maior por parte da prefeitura, criticando os gastos com cargos comissionados, o que para eles vai na contramão do que a municipalidade enfrenta em termos de despesas com pessoal.

Segundo o secretário municipal de Administração, Claudemir de Andrade, as negociações estão em andamento e a prefeitura buscará atender as demandas da classe conforme houver a disponibilidade. “As gratificações não foram concedidas porque desde 2014 o município está com o gasto de pessoal acima do limite máximo e impedido de conceder este benefício. Estamos fazendo todas as adequações e potencializando a arrecadação para que possamos equilibrar os índices de gastos”, salienta Claudemir, ressaltando que o município investe cerca de 30% do que arrecada em Educação. “Tratamos este setor como prioridade e vamos manter o diálogo para chegar em um denominador comum com os educadores”, concluiu.

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