domingo, 21
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2024

População de Piên vive expectativa de reaproximação com multinacional

Arauco. Foto: Arquivo/O RegionalEm 1996, a população de Piên viveu a notícia da instalação de uma grande empresa. O empreendimento se confirmou e é inegável que existe uma comparação da cidade antes e depois da instalação da multinacional. No início, chamada de Tafisa e de propriedade do grupo português Sonae, a multinacional mudou a rotina em Piên. Além do grande movimento com as obras de instalação, novos comércios e prestadores de serviço se instalaram.
Impostos, empregos, uma escola, time de futebol, grupo de training, programa de visitas e atendimento a associações e igrejas faziam parte da agenda da empresa no município. Passado alguns anos, a relação com a população local se distanciou. Em 2009, a empresa foi vendida para o grupo chileno Arauco, mas nem essa mudança na direção alterou a distância com a comunidade.
Trabalhar na Arauco é para muitos garantia de emprego sólido e até perspectivas de carreira. Pela empresa já passaram muitos pienenses e muitos vindo de outras cidades para trabalhar na multinacional se tornaram cidadãos de Piên por adoção. Ou seja, a empresa tem uma importância gigantesca, com destaque na geração de receita para a prefeitura.
A queixa, porém, se dá pelo fato de que a empresa através da sua diretoria pouco ou quase nada se relaciona com a cidade. Até problemas oriundos da planta não têm respostas, como é o exemplo da emissão de fibras e pó em direção de residências locais. Moradores se preocupam que esses resíduos possam ser prejudiciais à saúde.
Se em algumas cidades grandes empresas mantêm escolas, creches, projetos sociais entre outras iniciativas, o mesmo não acontece na relação Arauco-Piên. A população esperava que a contrapartida fosse muito além da oferta de emprego.

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