Empreendimento do Grupo CPFL Energia e da chinesa State Grid teve investimentos de R$ 421 milhões, com potência instalada de 28 MW. Estrutura hidrelétrica tem capacidade de atender cerca de 15 mil residências
Considerado um dos principais geradores de energia limpa dos Brasil, o Paraná agora conta com mais uma Pequena Central Hidrelétrica (PCH), com capacidade para atender cerca de 15 mil residências. A cerimônia de inauguração da PCH Lúcia Cherobin, construída no Rio Iguaçu, no limite entre as cidades da Lapa e Porto Amazonas, foi realizada ontem (3).
O vice-governador Darci Piana participou do evento, junto com outras autoridades estaduais e municipais, além de representantes da empresa responsável pela usina. O empreendimento do Grupo CPFL Energia e da chinesa State Grid recebeu investimentos de R$ 421 milhões, com potência instalada de 28 MW, empregando cerca de 1,8 mil pessoas na fase de construção da estrutura, que durou 28 meses.
Na ocasião, Piana enalteceu mais um avanço que o Estado na produção de energia sustentável. “O Paraná responde por mais de 30% da geração de energia renovável no Brasil, e a PCH Lúcia Cherobim vem se somar às centenas de empreendimentos que produzem energia limpa no Estado. Estamos fazendo um esforço muito grande no governo do Estado para trazer empreendimentos como este ao Paraná, que beneficiam nossa economia e nossa gente”, disse.
De acordo com o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca, mais de 80 usinas hidrelétricas foram licenciadas pela atual gestão. “A PCH Lúcia Cherobim é fruto de investimentos de duas empresas, uma chinesa e uma brasileira, e é uma maravilha porque não interfere no fluxo do rio e não faz mal ao Salto do Caiacanga, que é uma beleza da Lapa e de Porto Amazonas”, disse Greca, apontando as atividades da PCH. “Ela canaliza a água, sem alterar a vazão e sem grande reservação, para gerar energia elétrica. É um exemplo de inteligência ambiental, de avanço energético e de sustentabilidade”, complementou.
O diretor-presidente do Instituto Água e Terra (IAT), Everton Souza, também falou spbre a atuação da usina. “Desde 2019, com a emissão de uma resolução, criamos todos os caminhos para que o empreendedor pudesse ter segurança para receber a licença num prazo mais rápido, desde que cumprisse os requisitos técnicos-ambientais necessários. Demos uma atenção especial à geração hidrelétrica, que por não ser intermitente, está constantemente produzindo, faça chuva ou faça sol”, salientou.
A PCH, além de fortalecer o fornecimento de energia na região, deve contribuir para a ampliação de áreas cobertas por vegetação nativa, seja nas margens do Rio Iguaçu, seja nas áreas de compensação florestal, com a criação de uma Unidade de Conservação no município de Porto Amazonas.
O CEO da CPFL Energia, Gustavo Estrella, explicou que a usina já se encontra em plena oeração, atendendo cerca de 60 mil pessoas. “Foi muito bem pensado para ter um aproveitamento ótimo do Rio Iguaçu e que veio com um conceito na tecnologia de engenharia para gerar energia limpa e renovável em benefício da sociedade”, apontou.
PCH Lúcia Cherobim – O projeto da PCH previu o aproveitamento da queda d’água do rio, por meio de um barramento com trecho em terra e estrutura de pedra, na margem direita, e o restante em concreto, tanto no leito do rio como na margem esquerda, tendo a captação das vazões turbinadas, na margem esquerda do rio, por meio de um canal de adução, seguido de tomadas d’água e condutos forçados até a entrada das turbinas.
Do tipo soleira livre, o vertedouro é dimensionado para a vazão recorrente, mas com sobrelevação para, quando houver cheias no rio, não haja riscos de transbordamento. O reservatório tem 1,47 quilômetro de área e a barragem chega à altura de 26,80 metros. A usina conta com três unidades geradoras. A energia gerada na PCH foi conectada à subestação Cherobim, da Copel, com as linhas de transmissão chegandoàs subestações da Copel na Lapa e em Palmeira.