quinta-feira, 18
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junho
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2026

Pausa térmica: lei é boa para as empresas e para trabalhadores

ztrax/divulgação

O debate sobre saúde ocupacional, principalmente impulsionado pelo ESG, tem ganhado cada vez mais espaço dentro das indústrias brasileiras, especialmente em segmentos como frigoríficos, câmaras frias e ambientes de baixas temperaturas. 

Prevista na legislação trabalhista brasileira, a pausa térmica é um período de descanso obrigatório para colaboradores expostos ao frio intenso. O objetivo é permitir a recuperação fisiológica do organismo, reduzindo os impactos causados pela baixa temperatura.

Segundo Rigoberto Costa, diretor da ztrax, empresa especializada em monitoramento indoor e outdoor, ainda existe a percepção equivocada de que as pausas representam perda de produtividade ou apenas servem para evitar problemas trabalhistas:

“Muitas empresas enxergam a pausa térmica apenas como uma obrigação legal. Na prática, ela é uma ferramenta de proteção à saúde e também de eficiência operacional. Um colaborador que trabalha dentro dos limites adequados de exposição ao frio tende a apresentar menos fadiga, mais atenção e melhor desempenho ao longo da jornada”, explica.

Benefícios para os trabalhadores

A exposição prolongada ao frio pode provocar desconforto térmico, redução da capacidade motora, fadiga muscular e aumento do risco de acidentes de trabalho. Além disso, em situações mais severas, pode contribuir para problemas de saúde relacionados ao sistema circulatório e musculoesquelético:

“A pausa térmica não deve ser vista como um privilégio. É uma medida preventiva que protege o trabalhador e reduz riscos que podem impactar sua saúde a curto e longo prazo”, destaca Costa.

Vantagens para as empresas

Além dos ganhos relacionados ao bem-estar dos colaboradores, o cumprimento adequado da pausa térmica também traz benefícios diretos para os negócios.

Entre eles estão a redução do absenteísmo, diminuição dos afastamentos por questões de saúde, menor incidência de acidentes e redução da exposição a passivos trabalhistas relacionados ao descumprimento da legislação.

Outro fator importante é o impacto na produtividade. Colaboradores que trabalham em condições adequadas tendem a manter níveis mais elevados de atenção, qualidade e rendimento operacional.

“Quando as pausas ocorrem nos momentos corretos, há melhora na previsibilidade da operação, o que gera ganhos de eficiência que, na maioria das vezes, superam o tempo destinado ao descanso.Hoje é possível monitorar automaticamente a exposição dos colaboradores, emitir alertas e gerar relatórios que ajudam tanto na gestão operacional quanto na conformidade legal”, finaliza Costa.

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