quinta-feira, 8
 de 
janeiro
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2026

Outsourcing por entrega ganha força na indústria e promete mais eficiência operacional

Foto: Envato/Divulgação

Com mais de 12 milhões de trabalhadores terceirizados no Brasil, segundo dados do Ministério da Gestão e da Inovação, o modelo de outsourcing baseado em entrega e não em headcount, começa a ganhar espaço na indústria nacional. Nesse modelo, a empresa terceirizada define metas e objetivos para o chão de fábrica e não um número fixo de colaboradores terceirizados.

Para Renato Pádua, gerente comercial e de operações da RH NOSSA, essa abordagem representa uma mudança estratégica já  que tradicionalmente, o outsourcing no setor industrial brasileiro se baseia na alocação de mão de obra, com foco no número de profissionais contratados:

“As empresas deixam de contratar pessoas e passam a contratar resultados,  a empresa contratante define metas e indicadores de desempenho, e a prestadora de serviços é responsável por atingir esses resultados, independentemente do número de funcionários envolvidos” define Pádua.

O outsourcing por entrega permite maior flexibilidade operacional, reduz custos com gestão de pessoal e transfere parte dos riscos operacionais para a empresa prestadora. Além disso, favorece a inovação nos processos, já que o prestador tem liberdade para reorganizar equipes, aplicar tecnologia e buscar soluções mais ágeis para cumprir os objetivos contratados.

Segundo o especialista, o modelo é especialmente vantajoso em operações industriais com alta rotatividade, sazonalidade ou metas de produtividade bem definidas e acompanha uma tendência global de transformação na gestão de pessoas e processos:

“É uma mudança de mentalidade. Em vez de medir esforço, passamos a medir entrega. Isso gera mais foco, mais controle e mais eficiência”, finaliza Renato. 

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