Com mais de 12 milhões de trabalhadores terceirizados no Brasil, segundo dados do Ministério da Gestão e da Inovação, o modelo de outsourcing baseado em entrega e não em headcount, começa a ganhar espaço na indústria nacional. Nesse modelo, a empresa terceirizada define metas e objetivos para o chão de fábrica e não um número fixo de colaboradores terceirizados.
Para Renato Pádua, gerente comercial e de operações da RH NOSSA, essa abordagem representa uma mudança estratégica já que tradicionalmente, o outsourcing no setor industrial brasileiro se baseia na alocação de mão de obra, com foco no número de profissionais contratados:
“As empresas deixam de contratar pessoas e passam a contratar resultados, a empresa contratante define metas e indicadores de desempenho, e a prestadora de serviços é responsável por atingir esses resultados, independentemente do número de funcionários envolvidos” define Pádua.
O outsourcing por entrega permite maior flexibilidade operacional, reduz custos com gestão de pessoal e transfere parte dos riscos operacionais para a empresa prestadora. Além disso, favorece a inovação nos processos, já que o prestador tem liberdade para reorganizar equipes, aplicar tecnologia e buscar soluções mais ágeis para cumprir os objetivos contratados.
Segundo o especialista, o modelo é especialmente vantajoso em operações industriais com alta rotatividade, sazonalidade ou metas de produtividade bem definidas e acompanha uma tendência global de transformação na gestão de pessoas e processos:
“É uma mudança de mentalidade. Em vez de medir esforço, passamos a medir entrega. Isso gera mais foco, mais controle e mais eficiência”, finaliza Renato.

