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junho
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2026

Novo fármaco para obesidade é eficaz na redução do risco cardíaco, aponta estudo

Um estudo clínico recente publicado no periódico científico Annals of Internal Medicine consolidou a eficácia da Tirzepatida no tratamento do risco cardiovascular em pacientes com sobrepeso e diabetes tipo 2.

Os dados do estudo, denominado SURPASS-early, ganharam destaque no último boletim científico internacional e apontam a superioridade do medicamento em relação à terapia convencional, que é baseada predominantemente no uso da Semaglutida.

Para o cardiologista e diretor de comunicação da Sociedade Paranaense de Cardiologia, Dr. José Knopfholz, o acompanhamento de dois anos dos pacientes revelou uma diferença significativa tanto na perda de peso quanto no controle metabólico geral:

“Os dados indicam que essa classe de medicamentos atua diretamente na melhora do perfil lipídico e na redução do risco cardiovascular geral. A tendência é que ela se torne central na prevenção de doenças cardíacas em pacientes com obesidade e distúrbios metabólicos”, afirma o cardiologista.

No estudo, o grupo que utilizou a Tirzepatida apresentou uma perda média de 13,8 kg, em comparação com 5,9 kg registrados no grupo da terapia convencional. Além da redução do peso corporal, os pacientes que receberam o novo fármaco obtiveram melhoras nos níveis de triglicerídeos, na pressão arterial e na sensibilidade à insulina.

Knopfholz explica que o impacto dessas novas classes de medicamentos vai além do fator estético ou do tratamento isolado do diabetes:

“Essas medicações atuam diretamente na melhora massiva do perfil lipídico do paciente. Diante dos resultados apresentados, a tendência é que os medicamentos passem a ser mais indicados na prevenção de doenças do coração em indivíduos que convivem com a obesidade e distúrbios metabólicos”, afirma o cardiologista.

Segundo o médico, o estudo reforça a mudança de protocolo na cardiologia preventiva, integrando o controle de peso como um dos pilares centrais para reduzir a incidência de infartos e outras complicações cardiovasculares crônicas.

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