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julho
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2022

Mesmo com pandemia, Paraná ampliou investimentos em obras e programas na saúde

Ambulâncias de suporte básico do Samu. Foto: Américo Antonio/SESA
Obras, repasses a consórcios de saúde para ampliar a regionalização do atendimento, compra de equipamentos e o aprimoramento das estratégias voltadas à saúde da mulher são alguns dos destaques

 

Até mesmo antes da confirmação dos primeiros seis casos de Covid-19 no Paraná, em uma quinta-feira, 12 de março de 2020, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) já se preparava para o enfrentamento da pandemia que assolava o mundo. Ao mesmo tempo em que recursos, esforços e investimentos eram priorizados para o combate do vírus, outras áreas da pasta não deixaram de ser ampliadas.

“A pandemia não veio com um manual de instruções. É uma luta diária que estamos enfrentando em que, graças ao empenho dos trabalhadores de saúde e das orientações do governador Ratinho Junior, temos colhidos grandes vitórias. Uma das maiores conquistas se dá pelo fato de que, mesmo nesse grande combate, não retrocedemos em outras áreas. Pelo contrário. O atendimento tem sido expandido, sobretudo pelo caráter municipalista do governo”, afirmou o secretário de Estado da Saúde, Beto Preto.

Um dos destaques tem sido a Qualificação dos Consórcios de Saúde, por meio do Qualicis. Criado com foco na regionalização dos serviços e no apoio aos municípios na oferta de consultas e exames especializados, o programa dobrou os investimentos, passando de R$ 30 milhões, em 2020, para R$ 60 milhões por ano, com início em 2021, para todo o Estado.

Apenas em 2022, aderiram ao programa o Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar) e também Consórcio Público Intermunicipal de Saúde do Setentrião Paranaense (Cisamusep), beneficiando, ao todo, 51 municípios

“O Qualicis tem sido de grande importância para fortalecer o atendimento especializado em todo o Estado, seguindo a linha da regionalização e aproximando os serviços de saúde da casa dos paranaenses”, disse Beto Preto.

SAMU 100% – Para além das antecipações feitas com o objetivo de auxiliar no combate ao vírus, como a abertura de hospitais e unidades básicas de saúde – que devem colher frutos também no pós-pandemia –, as renovações e ampliações de frota são um marco para todo o Paraná.

Desde 2020, foram entregues 24 ambulâncias do Samu, representando um investimento de R$ 3.552.000, além de mais R$ 278 mil em equipamentos. Em fevereiro deste ano, após a implantação do Samu na 5ª Regional de Saúde de Guarapuava, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência atingiu 100% de cobertura no Estado.

OBRAS – No setor de obras, os números também revelam grande avanço, sem contar os três hospitais regionais novos para o enfrentamento da pandemia em Ivaiporã, Telêmaco Borba e Guarapuava. Entre 2020 e 2021, foram concluídas 174 Unidades Básicas da Saúde, 26 hospitais e uma unidade de pronto atendimento, totalizando R$ 76.851.752,34 em recursos do Estado, divididos em 201 ações.

Estão em construção nesse momento mais 494 UBS, 22 hospitais, duas unidades de pronto atendimento, além de mais um Hospital Universitário em Jacarezinho – o montante é de R$ 185.897.444,80 para 519 obras.

“As reformas, ampliações e construções de novas unidades evidenciam o olhar totalizante global deste governo para o Paraná. Mesmo durante a pandemia mantivemos a orientação de levar a saúde para mais perto das pessoas, uma estratégia municipalista que tem como prioridade a nossa população”, disse Beto Preto.

SAÚDE DA MULHER – As políticas públicas voltadas para mulheres também foram aprimoradas e intensificadas nesses dois anos. Como maioria da população e principais usuárias do Sistema Único de Saúde no Paraná, o desenvolvimento da Política Estadual de Atenção Integral à Saúde da Mulher foi uma das prioridades, promovendo ações que acompanham o atendimento da população feminina desde o pré-natal até a atenção às mulheres em situação de violência doméstica e sexual.

A Sesa manteve atualizada a Linha de Cuidado Materno Infantil, destinando R$ 3.235.080,00 a 56 hospitais que são referência de Risco Gestacional Habitual e Intermediário, com o Incentivo da Estratégia de Qualificação do Parto Fase II, custeando a maior parte dos partos realizados no Paraná.

Para a qualificação do pré-natal, parto, pós-parto, puerpério e de desenvolvimento da criança até 2 anos, a Pasta promoveu ações de formação e de educação permanente, como seminários; manteve reuniões Grupo Técnico de Agilização e Revisão do Óbito (GTARO) e o monitoramento do Near Miss Materno; reativou o Comitê Estadual de Prevenção Mortalidade Materna, Infantil e Fetal; elaborou e divulgou os 10 Passos para Redução da Mortalidade Materna por Covid-19 no Paraná; garantiu testes rápidos Covid-19 para gestantes e puérperas nas portas de entrada da atenção hospitalar, entre outras estratégias.

Para garantir o acesso e a qualidade de exames, foram adquiridos oito equipamentos ultrassom (Samsung HS40), totalizando R$ 1.279.200,00, e seis ultrassons de extraordinária resolução (GE Voluson E8), somando um investimento de R$ 2.874.000,00.

Houve, ainda, o repasse para compra de ultrassons na ordem de R$ 13.170.000,00, por meio de ​Resolução que habilita os municípios do Estado a pleitearem adesão aos Programas Estratégicos de Qualificação da APS, visando Incentivo Financeiro de Investimento para compra de equipamentos para a Linha de Cuidado Materno Infantil, no exercício de 2021.

“O cuidado integral e permanente às mulheres no Paraná é uma referência. Mesmo com a pandemia, a Sesa não diminuiu suas ações e, com o apoio dos municípios, seguiu implementando, desenvolvendo e reforçando a saúde da mulher paranaense”, destacou a diretora de Atenção e Vigilância em Saúde da Secretaria, Maria Goretti Lopes.

COMBATE À DENGUE – A Sesa também não reduziu os esforços para o enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti. Com a campanha Paraná Contra a Dengue, a Secretaria seguiu cumprindo seu papel de conscientização da população, além da publicação de boletins, notas orientativas e informes, garantindo a transparência das ações. Um dos recursos empenhados foi para a distribuição de 30 caminhonetes para fumacê, em um investimento de R$ 5.027.954,10.

“Tivemos uma dura missão, onde ao mesmo tempo em que combatemos a Covid-19, não pudemos diminuir a atenção sobre outras áreas, como o combate à dengue, que também representa graves riscos à saúde. Por isso, além do trabalho de conscientização e investimentos, como a compra de caminhonetes para fazer o fumacê, também houve um grande compromisso com a transparência, de modo a manter a população informada a respeito das ações da secretaria”, comentou Beto Preto.



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