segunda-feira, 26
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fevereiro
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2024

Justiça Eleitoral cassa mandato do prefeito de Agudos do Sul

Prefeito Jesse Zoellner teve o mandato cassado. Foto: Arquivo/O Regional
Prefeito Jesse Zoellner teve o mandato cassado. Foto: Arquivo/O Regional
Em sentença publicada nesta quarta-feira (08), Justiça Eleitoral julgou, em primeiro grau, procedentes os pedidos iniciais para cassar os diplomas de Jessé Zoellner e Antonio da Luz, prefeito e vice de Agudos, respectivamente. Defesa entrará com recurso

Em decisão proferida pela Justiça Eleitoral, por meio da 144ª Zona Eleitoral de Fazenda Rio Grande, foi determinado o afastamento dos cargos de prefeito e vice-prefeito de Agudos do Sul, Jesse Zoellner e Antonio da Luz, respectivamente, além da cassação de seus mandatos. A medida foi tomada após apresentação de denúncia em face dos políticos de compra de votos via Pix à época da eleição suplementar realizada no município, em 2022.

Assinado pelo juiz eleitoral Thiago Bertuol de Oliveira, o documento prevê ainda a aplicação de multa de R$ 10 mil ao prefeito e vice proporcional à gravidade da denúncia e declara que ambos se tornam inelegíveis pelos próximos oito anos. Cabe recurso à decisão proferida.

Ainda, de acordo com a decisão, fica à frente da prefeitura de forma interina o presidente da câmara de vereadores. “Oficie-se à Câmara de Vereadores daquele Município para que seja dada posse interina no cargo de Prefeito Municipal ao Presidente daquela casa”, aponta o documento.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de Jesse Zoellner e Antonio da Luz. Segundo a assessoria, vai ser apresentado recurso e é o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) que analisará se afasta ou não o prefeito.

Quanto à prefeitura, esta informou que até o presente momento não recebeu nenhum documento. Ou seja, até agora a prefeitura não foi notificada e nem cientificada sobre o afastamento.

Ação – A denúncia, tendo como autor Diego Teixeira, candidato que disputou a última eleição contra Jesse Zoellner, foi apresentada dias após a realização do pleito. No documento, Teixeira alegou ter conhecimento que os investigados teriam efetuado a compra de votos e montado uma estrutura para o transporte de eleitores. Ainda, houve pedido de quebra de sigilo bancário de Zoellner.

Diligências – Ao longo do processo, foram inquiridas testemunhas para parte autora do processo.

As investigações apuraram transferências bancárias do prefeito de Agudos do Sul no período antecedente ao pleito em nome de pessoas, que na maioria, tinha o município como domicílio eleitoral, com valores que variados.



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