sábado, 22
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junho
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2024

Inverno deve ter poucas ondas de frio, veranicos, nevoeiros e geadas

Geadas são esperadas durante o inverno. Foto: Arquivo/O Regional
Geadas são esperadas nesta época do ano. Foto: Arquivo/O Regional
De acordo com previsões do Simepar, o prognóstico dos modelos climáticos indica a incidência do fenômeno El Niño de intensidade oscilando entre moderada e forte, com probabilidade superior a 90%. Cenário também sugere que o volume de chuva ficará dentro da média para o inverno

Com início nesta quarta-feira, às 11h58, o inverno deste ano deve ser marcado por poucas ondas de frio, veranicos, nevoeiros e geadas, conforme previsão do previsão do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar).

Neste ano, segundo o Simepar, o prognóstico dos modelos climáticos indica a incidência do fenômeno El Niño de intensidade oscilando entre moderada e forte, com probabilidade superior a 90%. O cenário sugere que o volume de chuva ficará dentro da média para a estação, geralmente associado à passagem de frentes frias, enquanto a temperatura média do ar deve ficar entre próxima e acima da normalidade.

O meteorologista do Simepar, Reinaldo Kneib, detalha como deve ser o andamento da nova estação, enaltecendo que a influência de El Niño favorece os veranicos – períodos de vários dias consecutivos com tempo seco e quente. “Considerando as informações disponíveis até o momento, são esperadas poucas ondas de ar frio e seco, que provocam a queda acentuada das temperaturas, formando as condições propícias a geadas”, diz.

Entre os fenômenos característicos do inverno paranaense estão os nevoeiros, que ocorrem principalmente quando massas de ar permanecem estacionárias sobre a região.

Agricultura – Segundo a meteorologista do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar – Emater (IDR-Paraná), Ângela Beatriz Costa, os agricultores devem estar atentos para os cuidados a serem adotados nas lavouras durante o inverno em contexto de El Niño. “Os episódios ocasionais de geadas tardias podem afetar as fases de florescimento e espigamento dos cereais de inverno como trigo, aveia e cevada, comprometendo a produtividade”, observa.

Ângela detalha que as chuvas mal distribuídas, somadas a geadas ainda no estágio suscetível a intempérie, podem prejudicar o desenvolvimento e a colheita do milho segunda safra, vulnerável ao ataque de pragas e doenças como a cigarrinha do milho. “Havendo previsão de geada, os agricultores devem adotar medidas para prevenir ou reduzir danos às culturas sensíveis a baixas temperaturas”, afirma.

Neste período, devem ser protegidas as mudas em viveiros e lavouras de café com até dois anos. Para hortaliças em canteiros e estufas, bem como as mudas de frutíferas tropicais como abacate e manga recém-plantadas, são indicadas medidas como aquecimento, irrigação ou cobertura, enquanto as granjas de aves e suínos devem ser aquecidas.

Previsões e Alerta Geada – Na página www.simepar.br estão disponíveis informações atualizadas sobre as condições do tempo no quadro Palavra do Meteorologista, além de disponibilizar a previsão horária para até 15 dias por município, com indicadores das temperaturas do ar mínimas e máximas, probabilidade e volume de chuvas, e outros dados. A previsão do tempo diária é veiculada no podcast Simepar Informa.

Outra ferramenta é o Alerta Geada, com previsões de geadas para todas as regiões por categorias de intensidade – fraca, moderada ou forte – com antecedência de 72, 48 e 24 horas, até o final do inverno, disponível aplicativo IDR Clima, www.idrparana.pr.gov.br e telefone (43) 3391-4500.

VFogo – O Simepar também faz monitoramento de ocorrência de incêndios, mais comum no inverno do que nas outras estações, utilizando a plataforma VFogo, que permite acompanhar a direção, o sentido e a intensidade de cada evento, com precisão sobre o momento e o local de início, sua evolução, propagação e extinção.

No Paraná, são monitorados mais de duzentos mananciais e oito linhas de transmissão de energia elétrica, bem como as Reservas Particulares de Patrimônio Natural definidas pela Secretaria do Desenvolvimento Sustentável (Sedest). As informações geradas são analisadas pelos meteorologistas, que lançam avisos e alertas operacionais enviados à Coordenadoria Estadual de Defesa Civil e ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), medida que permite aos gestores adotarem medidas para controlar o fogo, evitar ou reduzir os seus efeitos.

 

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