Quem acompanha as redes sociais e grupos de WhatsApp já percebeu: está tudo igual. Cartazes ou cards gerados por inteligência artificial, com textos cheios de emojis e finalizações de textos genéricos, denunciam o pouco cuidado com a comunicação.
Para Thiago Andrade, Gestor de Redes Sociais da KAKOI Comunicação, o marketing digital está passando por um momento de adaptação, em que as empresas, profissionais e o público em geral estão tentando encontrar o melhor uso para a ferramenta:
“A IA é uma ferramenta incrível e deve ser usada como um braço facilitador da comunicação, não como a opção final. O que ocorre atualmente é que empresas boas, ruins, médias ou pequenas estão se igualando, ao menos, virtualmente”, conta.
Andrade diz que ainda pior é a falta do pós-cuidado: postar flyers ou imagens sem a conferência correta tanto de pessoas quanto de informações:
“Há muita informação errada sendo postada. Na Copa, camisa da seleção com 6 estrelas, erros de legibilidade das informações ou até mesmo de gramática. A inteligência é artificial, mas ela erra, e muito”, diz.
O preço é o principal atrativo das ferramentas. As generativas mais comuns variam entre R$ 90 e R$ 100, como Gemini e ChatGPT, e há ainda ferramentas por assinatura que prometem criar posts, vídeos e carrosséis de maneira automática, tudo com um clique:
“As ferramentas de fato entregam o que prometem, o problema é que essa entrega fica exatamente igual à do seu concorrente, à do comércio que não tem nada a ver com você. Tudo vira uma grande paisagem no feed do seu cliente, ou seja, some. O barato, nesse caso, custa o seu desaparecimento no longo prazo”, finaliza Andrade.

