Freira Nadia Gavanski, de 82 anos, foi morta no último dia 21 de fevereiro em um convento. Suspeito foi indiciado pelos crimes de homicídio qualificado, estupro qualificado, resistência e violação de domicílio qualificada
Foi concluído, na última sexta-feira (27), pela Polícia Civil do Paraná (PCPR), o inquérito que investigou o homicídio que vitimou a freira Nadia Gavanski, de 82 anos, ocorrido no último dia 21 de fevereiro, em Ivaí, na região Central do Estado. O suspeito do ato foi indiciado pela prática dos crimes de homicídio qualificado, estupro qualificado, resistência e violação de domicílio qualificada.
A autoria dos delitos foi atribuída ao investigado após a coleta de depoimentos e a análise de provas periciais. O indiciamento por estupro qualificado levou em conta as lesões constatadas por laudo pericial, sendo o investigado também indiciado por resistência, em razão de ter investido contra policiais no momento da prisão, e por violação de domicílio qualificado, uma vez que acessou o convento mediante escalada.
De acordo com o delegado da PCPR Hugo Santos Fonseca, o indiciamento por homicídio qualificado considera o emprego de meio que dificultou a defesa da vítima e o fato de ela ser maior de 60 anos e possuir deficiência. “Durante o interrogatório, o investigado admitiu parte das agressões e afirmou ter agido sob influência de ‘vozes’. O investigado está preso preventivamente e permanece à disposição do Poder Judiciário”, explica.
As provas reunidas incluem imagens de câmeras de segurança e vestígios de sangue localizados nas roupas do investigado. O laudo pericial apontou a ocorrência de violência física e sexual.
A apuração ainda confirmou que a vítima possuía limitações motoras e de fala em decorrência de um AVC anterior. O inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Ministério Público para análise e adoção das medidas cabíveis.
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