domingo, 7
 de 
agosto
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2022

Governo vai recolher 400 t do agrotóxico BHC de propriedades rurais

Agrotoxico. Foto: DivulgaçãoO Governo do Estado vai recolher mais 400 toneladas do agrotóxico BCH (Hexaclorobenzeno), armazenadas em propriedades rurais no Paraná. O investimento de R$ 2 milhões para essa nova etapa de recolhimento virá do Fundo Estadual dos Recursos Hídricos.
O Conselho Estadual de Recursos Hídricos aprovou nesta terça-feira (1) o plano de aplicação desse dinheiro. “É mais uma etapa do esforço que o Paraná tem feito para resolver esse passivo ambiental e grande ameaça à saúde das pessoas”, disse o secretário estadual do Meio Ambiente, Ricardo Soavinski, que preside o Conselho.
Proibido na agricultura em meados da década de 1980, milhares de agricultores estocaram ou enterraram o agrotóxico em suas propriedades. Além de graves danos para o meio ambiente, o produto também ameaça a saúde das pessoas, pois é cancerígeno .
A maior parte dos estoques de BHC está nas regiões Norte e Noroeste do estado, onde se concentravam as lavouras de café e de algodão. De 1998 até agora o Instituto das Águas do Paraná, vinculado à Sema, já recolheu 2.500 toneladas de BHC em 2.300 propriedades.
Nessa nova etapa serão recolhidas mais 400 toneladas, em 640 propriedades. “Esperamos com isso zerar o passivo de BHC no Paraná. Alguns pontos ainda podem surgir, mas em escala muito menor”, disse Ruy Muller, coordenador estadual de recolhimento de BHC.
Após o recolhimento, o Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (Inpev) se responsabiliza pela incineração do BHC, bancando metade dos custos. O recolhimento dessa etapa deve acontecer até metade do ano.
O Fundo de Recursos Hídricos conta ainda com outros investimentos previstos para 2016, como o Plano Estadual de Bacias para o Litoral do Paraná, apoio aos Pagamentos Por Serviços Ambientais, ações de combate à erosão, controle de cheias e outras aplicações, uma publicação didática sobre as Águas do Paraná, e outras iniciativas.
Os R$ 9,5 milhões de investimentos, aprovados por unanimidade pelo Conselho, são recursos de compensações financeiras, recolhidas pelo Instituto das Águas do Paraná.

Fonte: AEN

 

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