segunda-feira, 4
 de 
julho
 de 
2022

Gôndolas vazias e alunos sem aula. Postos voltam a receber combustível

Negrelli Supermercado de Quitandinha já registrava a falta de algumas verduras e legumes na segunda-feira. Foto: Arquivo/O RegionalOs desdobramentos da greve dos caminhoneiros continuam afetando diversos setores. Na semana passada, a falta de combustíveis desencadeou reflexos em muitos segmentos e até serviços públicos foram paralisados temporariamente. Nesta semana, até grandes empresas tiveram atividades paralisadas.

Nos supermercados, são muitos os produtos em falta e outros com baixo estoque. Simone Negrelli, do Negrelli Supermercados de Quitandinha, conta que desde o último dia 22 não recebe mercadorias e não há previsão de entrega de fornecedores. “Leite, açúcar, arroz, carnes e frutas já estão em falta”, conta, explicando que na semana passada houve grande movimento com o avanço da greve e a ameaça de desabastecimento, mas que agora o fluxo de clientes diminuiu bastante. “Porém, tudo isso é para o bem comum e estamos a favor dos caminhoneiros”, declara.

Alguns serviços públicos continuam suspensos. A prefeitura de Piên, sem atividades há dois dias, decretou ponto facultativo também para hoje. Muitos municípios também cancelaram as aulas da rede municipal. Na rede estadual de ensino, já não tiveram aulas no início da semana na região os estudantes de Agudos do Sul, Piên, Quitandinha e Tijucas do Sul e, como sexta-feira é recesso escolar, a previsão é de que as atividades sejam retomadas somente na segunda.

Em Agudos do Sul, manifestantes fecharam os postos de combustível e todo o comércio. Foto: Divulgação

No Paraná, alguns tipos de carga estão podendo ser transportados, alguns deles com escolta. É o caso dos combustíveis. Porém, gerou polêmica um caso ocorrido ontem em Agudos do Sul. Muitos clientes reclamavam da falta de combustível e o Posto Milcheski conseguiu receber carga na manhã de terça. Grandes filas de carro se formaram para abastecer.

Por outro lado, o fato gerou revolta de pessoas que apoiam a greve. Um grupo, com tratores e carros, bloqueou o acesso ao posto no início da tarde, impedindo o abastecimento. Havia comentários de chegada de combustível em outro posto, que os manifestantes ameaçaram também fechar. Com toda a situação, o grupo se dirigiu ainda a estabelecimentos comerciais de outros gêneros para também fechá-los.

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