sábado, 25
 de 
maio
 de 
2024

Impactadas pelas chuvas, famílias vivem angústia esperando baixar o nível da água

População acompanha o nível da água na cidade de Rio Negro. Foto: Arquivo/O Regional
População acompanha a enchente registrada na cidade de Rio Negro. Foto: Arquivo/O Regional
Em Rio Negro, uma das cidades mais afetadas na região, famílias precisaram deixar suas residências e estão em abrigos e em casas de parentes enquanto esperam que nível dos rios comece a baixar. Outros municípios seguem revertendo os danos causados pelas chuvas

Cidades paranaenses seguem acompanhando os reflexos das chuvas torrenciais que caíram na última semana e também no fim de semana. Conforme o boletim divulgado pela Defesa Civil estadual, em todo o Paraná são 61 municípios atingidos, com mais de 3,2 mil casas danificadas, 19 mil pessoas afetadas, 391 desalojados e 270 desabrigados.

Na região, o boletim apresentou registros em Agudos do Sul, com dez pessoas afetadas; na Lapa, com 56 pessoas afetadas; em Mandirituba, com deslizamentos e cinco pessoas afetadas; em Quitandinha, com registro de enxurradas, sem pessoas atingidas; e em Rio Negro, onde a situação é mais preocupante, com mais de 420 pessoas entre desalojados e desabrigados, além de 50 casas danificadas. Houve também situações de alagamentos/inundação em Piên e houve a queda de muro no cemitério de Quitandinha.

Na tarde de domingo, o prefeito de Rio Negro, James Valério, decretou situação de emergência no município, onde o nível do rio superou a marca de 10 metros. As famílias desabrigadas estão sendo acolhidas no Ginásio de Esportes José Müller e também no Colégio Cívico-Militar Caetano Munhoz da Rocha. “Nossa Defesa Civil de Rio Negro está priorizando a integridade das pessoas, seus pertences e seus animais domésticos”, enalteceu o prefeito.

Claudia mora há 25 anos em Rio Negro e relata os prejuízos causados pela enchente. Foto: Arquivo/O Regional
Claudia mora há 25 anos em Rio Negro e relata os prejuízos causados pela enchente. Foto: Arquivo/O Regional
Sandra e Lúcio também foram impactados pelas chuvas em Rio Negro. Foto: Arquivo/O Regional
Sandra e Lúcio também foram impactados pelas chuvas em Rio Negro. Foto: Arquivo/O Regional

Moradora de Rio Negro há 25 anos, Claudia Aparecida Schemberg Gonçalves precisou deixar sua casa na última sexta-feira, após a estrutura ser tomada pela água. “Moro na Vila Paraná e tive uma perda de 90% da minha residência. Agora, estou na casa da minha filha, em Mafra”, conta.

Já o casal Sandra da Rocha e Lúcio Mauro da Rocha conta que já presenciou diversas enchentes no bairro Vila Paraná, onde reside há 20 anos. “Já perdemos muitos bem em várias enchentes. Não tem o que fazer, é coisa da natureza e onde estamos é vulnerável a estas situações”, comenta.

No município de Piên, o nível do Rio Negro na localidade de Fragosos, na divisa com a cidade Campo Alegre (SC) estava em 5,3 metros nesta terça-feira, com constante monitoramento pela Defesa Civil municipal. Setembrino Teles de Oliveira, morador do lado catarinense, demonstrou preocupação caso as chuvas voltem pelos próximos dias. “Em outras enchentes a água passou muito acima da ponte de madeira”, contou.

Doações – Diante dos resultados que as chuvas trouxeram, a solidariedade entra em ação para auxiliar os que mais necessitam neste momento de reconstrução. Além do envio de donativos pela Defesa Civil do Estado para as cidades afetadas, a população também pode colaborar doando alimentos não perecíveis, água, roupas em bom estado de conservação, calçados, cobertores, itens de limpeza e de higiene pessoal



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