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2024

Cesarianas ganham preferência das grávidas

Juliano e Ester aguardam a chegada da primeira filha. Foto: Arquivo/O RegionalUma das etapas mais importantes da vida de uma mulher é a gravidez. Com o período de gestação vem a necessidade de decisão em relação ao tipo de parto, o procedimento do parto normal ou parto cirúrgico, que é a cesariana. Existe atualmente uma grande campanha pelo chamado parto humanizado, mas muitos profissionais da área médica defendem a cesárea. Nos dois procedimentos há vantagens e desvantagens, tanto para a mulher como também para o recém nascido.
O parto normal, que proporciona à mulher uma recuperação mais rápida, ainda é comum em muitas cidades da região, porém, a cesariana está ganhando a preferência de muitas mães. Um levantamento junto às secretarias municipais de saúde aponta como foi essa realidade no último ano.
Em 2015, foram registrados 2.415 partos em toda a região. De acordo com os dados coletados pela reportagem, Agudos do Sul, Contenda, Piên e Rio Negro foram as cidades onde prevaleceram as cesarianas. Em Agudos do Sul, foram 67 cesáreas e 30 normais; Contenda registrou 137 cesarianas e 133 naturais; Piên contabilizou 101 cesáreas contra 79 partos normais; e Rio Negro fechou o ano com 277 partos cesarianos e 177 normais.
Já em Campo do Tenente, Lapa, Quitandinha e Tijucas do Sul, os partos naturais foram em maior número. Na cidade de Campo do Tenente, houve o registro de 101 partos normais e 12 cesarianas; em Quitandinha, o número de partos normais foi de 72 contra 59 cesáreas; na Lapa foram 348 normais e 288 cesáreas; e em Tijucas do Sul o número de partos normais chegou a 119 e 107 partos cesarianos. Em Mandirituba, o total de nascimentos chegou a 358, porém, os dados não foram divididos em relação ao procedimento realizado.
Na expectativa pelo nascimento da primeira filha, o casal quitandinhense Juliano e Ester Ribeiro já se prepara para o momento especial. Ester está na 38ª semana de gestação e conta que a preferência é pelo parto normal, e embora tudo esteja correndo bem, precisa aguardar até a hora do nascimento para saber se será possível. “Se o médico entender que posso ganhar desta forma é nossa preferência, mas dependendo do momento também aceitamos a cesariana”, comenta.
Registros – Algumas cidades da região têm como referência os hospitais de Curitiba, ou seja, muitas mulheres em trabalho de parto são encaminhadas à capital. Outro detalhe apontado é que nem todas as declarações de partos expedidas são encaminhadas aos municípios, o que compromete o levantamento dos dados.
O parto – A Organização Municipal da Saúde (OMS) faz ampla campanha pelo parto normal e declara que as cesarianas não podem ultrapassar o número de 15% nos sistemas de saúde, porém, no Brasil o número de cesáreas na rede pública chega até 50%, no sistema privado, esse número vai até 85%. A OMS vai além e diz que a dor e a demora no parto normal não pode ser impedimento, levando em consideração que o parto normal é a melhor opção para a mãe e a criança.

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