sábado, 22
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janeiro
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2022

Campanha Setembro Verde lembra a importância da doação de órgãos

Maria comenta a importância de ser doador de órgãos. Foto: Divulgação
Estado do Paraná lidera o número de doações e transplantes, ficando próximo de Santa Catarina

O mês de setembro lembra a importância da doação de órgãos, visto que um único doador pode ajudar mais de 50 pessoas, de acordo com informações da Universidade Federal de Juiz de Fora. Para ser um doador no Brasil, é necessário contar o desejo para a família. O país é o primeiro do mundo em número de transplantes de órgãos feito pelo sistema público de saúde.

No ano de 2020, o Paraná atingiu a marca de 41,5 milhões de doações de órgãos por milhão de população, ficando em um lugar de destaque, se comparado com outros estados, segundo a Associação Brasileira de Transplante de Órgãos. Registros do Sistema Estadual de Transplantes mostram que de janeiro a maio deste ano foram 34 doações.

No ano de 2010, o quantitativo de doadores efetivos por milhão de habitantes era de 6,8. Tendo um crescimento a cada ano no Paraná e elevando os índices do Estado acima das estimativas da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos. Em 2017, o Estado liderou a doação de órgãos, com o dobro da média nacional e acima da média da Espanha, que tem a maior média mundial de doações e transplantes. Desde 2017, o Paraná divide a liderança no ranking nacional de doações de órgãos com Santa Catarina.

A costureira de Fazenda Rio Grande Maria Aparecida de Oliveira Dias é uma das milhares de pessoas beneficiadas com a doação de órgãos. Maria descobriu que tinha insuficiência renal há nove anos, doença que faz com que o rim perca a capacidade de remover e equilibrar fluidos no organismo. “Quando descobri que tinha insuficiência renal, precisei fazer tratamento por mais de oito anos. Embora tivesse uma função renal boa, fui perdendo aos poucos”, conta.

No final de 2020, Maria estava com os rins funcionando em 9%. “Me sentia muito mal, com muita fraqueza e anemia profunda, sequelas da insuficiência renal”, conta. Entre as limitações estava a prática de atividades corriqueiras, como atividades físicas e caminhadas. No início deste ano, a previsão era que Maria pudesse instalar um cateter que ajudasse no tratamento.

Mas a boa notícia estava por vir. No dia 9 de janeiro, Maria foi informada de que receberia um transplante de uma pessoa que havia falecido. “Hoje fazem nove meses que recebi o transplante. Fui informada que meu doador é um homem de Sarandi, de 54 anos”, comenta.

Maria diz que se considera privilegiada, pois considera o transplante como a chance de continuar vivendo com saúde. “É uma nova chance de vida que eu tive”, diz. Ela deixa um recado para familiares e doadores. “Você que tem o desejo de doar órgãos, informe sua família sobre isso. É uma ação que permite às pessoas mudarem de vida”, afirma.

 



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