sexta-feira, 25
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junho
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2021

Bibliotecas públicas municipais têm 9% da população cadastrada como leitora

Eber Godoi enaltece o acervo de livros disponível para leitura na estrutura da biblioteca de Piên. Foto: Arquivo/O RegionalA leitura, considerada um componente indispensável na formação intelectual do cidadão, é um hábito que gradativamente vem se tornando um desafio na vida das pessoas. Os avanços tecnológicos, excesso de tarefas e escassez de tempo são algumas das justificativas apontadas por aqueles que estão deixando os livros de lado. No entanto, há os leitores assíduos, que não abrem mão de uma boa leitura no dia a dia.

Levantamento feito pela reportagem aponta que apenas 9% da população residente nos municípios do suleste paranaense frequenta ou está cadastrada atualmente junto às bibliotecas públicas municipais. Ou seja, considerando a última estimativa populacional da região, dos 290.224 habitantes, apenas 24.552 possuem cadastro em alguma biblioteca. Nestes cadastros, englobam-se desde leitores até pessoas que realizam pesquisas nestes locais.

Segundo o atendente da biblioteca de Piên e responsável por uma série de atividades lúdicas e educativas desempenhada no local, Eber Godói, os avanços tecnológicos, que permitem o acesso a conteúdos online, são determinantes para o afastamento dos livros físicos. “Atualmente, contamos com 1.289 cadastros. O efeito tele visível, os avanços tecnológicos ou a facilidade visual chamativa em qualquer tela tem contribuído para essa realidade. Nossa mente processa o ícone que ‘quer dizer’ muito mais rápido do que uma frase a ser interpretada”, aponta Godói, detalhando que as atividades propostas pela biblioteca do município têm buscado manter as pessoas em proximidade com a leitura e os serviços que este espaço dispõe. “Na biblioteca pública de Piên acontecem projetos com incentivo ao gosto pela leitura, como contação de histórias, seja para crianças, adolescentes, adultos ou terceira idade, com a apresentação de inúmeras literaturas, círculos de leituras para qualquer idade além de oficinas. E mantendo o acervo disponível. Entre livros de doações da comunidade e do poder público, temos um acréscimo de mais ou menos 300 obras ao ano”, conta.

Ainda conforme o atendente, as bibliotecas têm um papel fundamental não apenas para aquisição de conhecimento, mas na formação cidadã do indivíduo. “A biblioteca é um centro de leitura e informação pública na qual as pessoas têm a liberdade de acesso ao conhecimento e à produção cultural. As atividades deste espaços não são apenas estáticas, mas dinâmicas e atuais, incluindo realizações culturais. Também é uma instituição imprescindível em cada localidade e essencial ao desenvolvimento cultural e intelectual da população, bem como à evolução da democracia. E ainda, para preservar a memória do município, a biblioteca coleta e guarda tudo que existe a respeito de sua história e de seu presente, como jornais, livros de autores locais, cartazes, folhetos, vídeos, depoimentos, entrevistas, entre outros”, conclui.

Na cidade da Lapa, a biblioteca pública municipal tem buscado reverter o distanciamento dos leitores, estimulando o gosto pela leitura em todas as faixas etárias. “Todos os dias temos pessoas buscando livros. Estamos apostando na constante renovação do acervo para atender todos os públicos, principalmente os jovens”, detalha a bibliotecária Rosemery Silveira Bianchini, apontando os atendimentos prestados no espaço. “Temos oficinas de desenho, exposições, rodas de leitura. Em setembro, quando a biblioteca estará comemorando aniversário, estão previstas atividades para todo o mês, atendendo todos os gostos e idades”, finaliza.

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