domingo, 21
 de 
julho
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2024

Aumento nas refinarias faz preço do oléo diesel disparar em mais de 13%

Caminhoneiros se surpreenderam com a alta do óleo diesel dos últimos dias. Foto: Arquivo/O RegionalApós uma das maiores greves que paralisou o Brasil em maio deste ano, o governo federal anunciou uma série de medidas para estancar a crise na época, entre elas, a redução de R$ 0,46 no preço do litro do óleo diesel e o seu congelamento pelo período de 60 dias. Após concluir este período, a Petrobras anunciou na última semana o reajuste médio de 13,03% do combustível nas refinarias de todo o país.

Na região, o preço do diesel com o congelamento variava de R$ 2,99 a R$ 3,19. Com o reajuste, o valor pago pelo litro do combustível tem oscilado de R$ 3,32 a R$ 3,49. Na grande maioria dos postos de combustíveis, o acréscimo foi de R$ 0,20 e R$ 0,30. Estes valores são bem próximos dos praticados antes da greve, quando os preços eram de R$ 3,29 a R$ 3,59.

Com este aumento significativo nos valores do diesel, circulou nas redes sociais notícias de que haveriam novas paralisações a partir deste domingo. No entanto, segundo entidades ligadas ao setor, entre elas Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA) e Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), até o momento não existe indicativo de greve, ao menos, até que as negociações do preço tabela do frete estejam em andamento. Este documento, já apresentado outras duas vezes pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), foi duramente criticado pelos caminhoneiros. Ontem foi divulgada a terceira fórmula deste projeto.

Wilson Fragoso defende que medidas tão esperadas pelos caminhoneiros sejam efetivadas. Foto: Arquivo/O Regional

Para o gerente da Cooperativa dos Transportadores de Cargas de Piên (Cooperleste), Wilson Fragoso, o reajuste já era esperado, no entanto, o grande percentual surpreendeu. “Antes da greve, a mudança do preço do diesel era praticamente diária, mas em menor escala, variando em até R$ 0,05. Agora, o acréscimo foi de R$ 0,30 em uma única vez e não temos a menor garantia que haverá uma estabilidade”, lamenta Wilson, esperando mudanças com a nova tabela do preço dos fretes. “Se este documento for elaborado por pessoas do segmento e atenda às necessidades dos motoristas, certamente ajudará bastante se houver a fiscalização necessária. O que não pode é os custos subirem de forma desenfreada e os caminhoneiros terem que suportar todo esse ônus sozinho”, avalia. Ainda segundo Wilson, a única medida cumprida e que beneficiou os motoristas da região é a não cobrança de pedágio do eixo que estiver suspenso, o que anteriormente já era previsto em lei.

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