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2026

Após acordo jurídico, Estado viabiliza 1ª fase da obra de controle de cheias em União da Vitória

Paraná viabiliza primeira fase da obra de controle de cheias em União da Vitória. Foto: Divulgação
Paraná viabiliza primeira fase da obra de controle de cheias em União da Vitória. Foto: Divulgação
Governo do Paraná obtém anuência para primeira fase do projeto  de controle de cheias em União da Vitória, com investimento de R$ 497 milhões

O Governo do Paraná conseguiu a anuência formal dos Ministérios Públicos Estadual e Federal para viabilizar a primeira fase do projeto de engenharia e saneamento ambiental para o controle de cheias em União da Vitória, na região Sul. O acordo, sacramentado após reunião na sede da Procuradoria Regional da República da 4ª Região (PRR4), em Porto Alegre (RS), autorizou o Estado a usar, nesta etapa da obra, R$ 287 milhões da indenização paga pela Petrobras em razão do vazamento de cerca de quatro milhões de litros de óleo cru no Rio Iguaçu, em julho de 2000.

Outros R$ 110 milhões serão aportados pelo Tesouro Estadual e mais R$ 100 milhões via Assembleia Legislativa do Paraná, totalizando R$ 497 milhões. A previsão é que o processo de licitação seja aberto ainda neste ano. O investimento global no projeto, que será dividido em diferentes fases, é estimado em R$ 1,3 bilhão. Os estudos foram elaborados pela Universidade Livre do Meio Ambiente (Unilivre), em uma parceria entre o Instituto Água e Terra (IAT) e o Paraná Projetos.

“Esse acordo é de um grande alento para a comunidade de União da Vitória. Significa que já temos o projeto e o recurso, dois dos requisitos fundamentais. Agora é partir para a licitação”, afirmou o secretário de Estado do Desenvolvimento Sustentável, Everton Souza.

“A medida reforça a preocupação e carinho com que o Governo do Estado tratou desse assunto, de buscar diferentes formas para amenizar o sofrimento daquela população”, acrescentou.

Essa primeira etapa prevê a expansão da capacidade de vazão do leito do rio por meio de alargamentos e abertura de um canal. Testes apontaram que em uma das seções do projeto o rendimento hidráulico passou de 1.500 m³/s para 4.500 m³/s. Ou seja, permitirá o rebaixamento da lâmina d’água em 1,05 metro, em média.

Além disso, como contrapartida do acordo jurídico, serão aterrados e recuperados 380 hectares de áreas degradadas no entorno das intervenções, especialmente na localidade da Fazenda Brasil. O plano de recomposição florestal estima o plantio de 600 mil mudas de espécies nativas da Mata Atlântica, ameaçadas de extinção e adaptadas a áreas úmidas, como Mimosa, Xaxim, Butiá e Caixeta, utilizando a estrutura e capacidade de produção dos viveiros florestais do IAT.

O Estado também ficou responsável por apoiar o município na construção de um parque urbano em União da Vitória, com infraestrutura de lazer. O complexo ambiental funcionará como uma barreira física, impedindo invasões irregulares nas margens do rio.

ACORDO PETROBRAS – O valor total da verba compensatória depositada em juízo pela Petrobras, com juros e correções, gira atualmente em torno de R$ 1,2 bilhão. O acordo contempla iniciativas que abrangem todas as regiões do Estado, com foco em conservação ambiental, gestão hídrica, recuperação de áreas degradadas, parques urbanos, modernização da estrutura pública e apoio ao manejo de resíduos sólidos.

A indenização se refere à ação civil pública de compensação dos danos morais coletivos e difusos em razão do vazamento de petróleo da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, na Região Metropolitana de Curitiba, ocorrido em julho de 2000.

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