quinta-feira, 29
 de 
julho
 de 
2021

Ano Novo, velhos desejos

Inspiradores na coluna do jornalista Nelson Motta, do O Estado de São Paulo, aproveitamos este espaço para dar boas-vindas aos nossos leitores neste início de ano. E segue, entre aspas, o que Motta escreveu.
“Não é preciso ser Paulo Coelho para acreditar no poder das palavras e na força dos desejos. Nem Raul Seixas para cantar que “sonho que se sonha junto é realidade”. Que meus desejos expressem os de muitos leitores, ou ao menos os de alguns deles. E que as nossas palavras tenham o poder de realizá-los, pelo menos os mais óbvios.
Que o mensalão do PT e aliados, o do PSDB mineiro e o do DEM de Brasília sejam julgados e condenados. Assim como os juízes ladrões e os administradores e parlamentares corruptos.
Que sejam proibidas contribuições de pessoas jurídicas às campanhas eleitorais, como propõe o ministro Dias Toffoli, do STF. Empresas não votam, são os cidadãos e os partidos, que já têm o horário eleitoral e os fundos partidários, que devem financiar as campanhas de seus candidatos. Com limite por CPF. Uma ruptura da promiscuidade entre governos e empresas, raiz da corrupção e do atraso.
Que seja abolido o voto obrigatório. Eleitores que só votam para não pagar multa não farão falta: são os que fazem as piores escolhas. Somos um dos últimos países do mundo com essa herança das ditaduras para “legitimá-las” nas urnas.
Que a Lei da Ficha Limpa valha para preenchimento de cargos em todos os níveis da administração federal, estadual e municipal.
Que o Estado desista de ser babá do cidadão, de tentar proteger-nos de nós mesmos. E respeite mais nossa privacidade e nossas escolhas”.
Pois bem, além dos desejos do Nelson Motta, reforçamos com alguns desejos da equipe O Regional. Esperamos que neste ano eleitoral a Justiça esteja mais presente em nossos municípios e que a compra de votos seja punida. Que os eleitores não se deixem enganar por promessas de empregos. Que os governantes se conscientizem na importância da educação, para quem sabe algumas das nossas cidades se tornar referência na Prova Brasil, no Enem ou em vestibulares de universidades públicas. Que parem de criar associações e conselhos e comecem a pensar em ações práticas. Que continuem buscando investimentos industriais, mas principalmente que tenham atenção ao setor agrícola. Não há porque fugir da vocação. E no setor público, não é preciso mágica, basta copiar os muitos bons exemplos espalhados por ai.
Desejamos que nossas cidades parem e pensem quando os assuntos forem crescimento e desenvolvimento. Erguer paredes, abrir ruas, nem sempre significam melhoria em qualidade de vida e bem estar social. É importante perguntarmos, sempre que possível e necessário, o que queremos para o futuro das nossas cidades.
Boa sorte a todos nós!

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