sábado, 2
 de 
março
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2024

A falsa ideia nas cidades entre desenvolvimento e crescimento populacional

Não é novidade para ninguém que a China, um dos principais países do mundo e, consequentemente, um dos mais poderosos, vive sobre um rígido controle de natalidade. A política de filho único – na qual cada casal podia ter apenas um filho – perdurou no país de 1980 a 2015. Já a partir de 2016, a lei passou a permitir até dois filhos e, mais recentemente, em 2021, três filhos.

Essa iniciativa é, entre outras coisas, uma demonstração clara de que desenvolvimento não tem relação direta com crescimento populacional. Algo contraditório ao que muitos governantes sonham e planejam com suas cidades ao incentivar das mais diferentes formas o aumento do número de habitantes.

É claro que há sempre importância no crescimento populacional, mas desde que ele esteja acompanhado de todos os demais fatores que podem garantir qualidade de vida para essa população. No entanto, o que percebemos é uma ânsia desenfreada por aumento de habitantes independentemente da infraestrutura que lhes és proporcionada.

Em muitos casos, municípios que apostam nessa construção sem um planejamento adequado, acabam se tornando cidades dormitórios, já que seus moradores precisam diariamente buscar sua renda e sustento em outros territórios. É justamente neste cenário que a tão esperada qualidade de vida fica em segundo ou terceiro planos, uma vez que o mais relevante é a luta incansável por uma colocação no mercado de trabalho independente dos quilômetros a serem percorridos.

Essa falsa ideia de desenvolvimento e crescimento populacional precisa estar pautada no planejamento estratégico dos municípios, nos planos diretores municipais, na programação orçamentária e nos planos de investimentos, principalmente nas áreas de saúde, educação e geração de empregos.

Importante destacar ainda que o IBGE divulgou uma série de projeções de longo prazo sobre o avanço populacional no Brasil.

Uma delas aponta para uma desaceleração no ritmo de crescimento e uma consequente inversão na nossa pirâmide etária. A população brasileira deve crescer até 2047, quando atingirá 233,2 milhões de pessoas. Nos anos seguintes esse número deve ir caindo gradualmente, até chegar a 228,3 milhões em 2060.

Nesse cenário, a expectativa é de que o número de pessoas com 65 anos ou mais praticamente triplique, chegando a 58,2 milhões em 2060 – o equivalente a 25,5% da população. Em 2018, essa proporção era de 9,2%, com 19,2 milhões de idosos. Ou seja, um desafio ainda maior para os governantes nessa preparação das cidades e dos seus futuros habitantes.

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