O mercado brasileiro de galpões logísticos classe A e A+ deve enfrentar um déficit aproximado de 500 mil m² em 2026 segundo estimativas divulgados pelo Grupo Erea, impulsionado pela alta demanda do e-commerce e pela absorção líquida projetada em 3,5 milhões de m², superando a oferta disponível.
Esse desequilíbrio, somado a um estoque total de cerca de 44 milhões de m² no final de 2025, destaca a urgência para que as empresas busquem alternativas inteligentes para maximizar os espaços existentes, evitando interrupções em suas cadeias de suprimentos:
“Em um cenário de déficit histórico, a otimização de espaços não é mais uma opção, mas uma necessidade estratégica. Soluções como mezaninos modulares e containers aramados permitem que as empresas aumentem a capacidade de armazenamento vertical e horizontal sem a necessidade de novos galpões, garantindo eficiência e redução de custos operacionais”, afirma Jocelito Ribeiro, Diretor Comercial da Delta Industrial.
Regiões como São Paulo e Nordeste enfrentam maior pressão, com escassez de ativos de alta qualidade que atendam operações de grande escala já que concentram grande parte das compras online do Brasil e também representam grandes hubs de distribuição regionais.
Segundo Jocelito, não é viável a construção de tantos galpões em regiões estratégicas e em tão pouco tempo, a solução está no aproveitamento máximo das estruturas já existentes enquanto o mercado se adequa em 2026:
“Temos um ano de grandes eventos como a Copa do Mundo e as eleições no Brasil, o que trará ainda mais pressão sobre o mercado de compras online. Com soluções pensadas individualmente, é possível, por exemplo, aumentar a capacidade de um galpão em cerca de 30% com custos muito menores do que a construção de um novo espaço “, afirma Ribeiro.

