A crescente adoção da inteligência artificial (IA) no mercado de trabalho tem gerado impactos diretos sobre candidatos e profissionais. Segundo estudo da McKinsey & Company, até 2030, cerca de 30% das atividades humanas poderão ser automatizadas, o que exige novas competências de quem busca se manter competitivo.
O medo dos candidatos e funcionários não está apenas em uma substituição simples máquina/humano, mas sim na exigência cada vez maior de empresas e softwares para o melhor uso da IA.
Para Karina Pelanda, gerente de recrutamento e seleção da RH NOSSA, a IA não substitui o profissional, mas redefine seu papel, segundo a especialista, a ferramenta pode ajudar o profissional a mostrar os seus melhores talentos:
“Ferramentas como chatbots, análise preditiva e triagem automatizada já fazem parte dos processos seletivos. O desafio é desenvolver habilidades humanas, como pensamento crítico, adaptabilidade e comunicação e fazer a realidade da IA entrar no dia a dia dos colaboradores”, explica.
Se nos 70, 80 e até 90 o curso de datilografia em um currículo, ou um aprendizado a distância, mostrava ao recrutador ou ao gestor que o candidato estava comprometido com a própria carreira, agora, o aprendizado de ferramentas com inteligência artificial mostram que o profissional não quer ficar para trás:
“Candidatos a uma vaga de emprego, a uma promoção, por exemplo, precisam entender como a IA influencia desde a análise de currículos até escolhas para cargos. Tanto profissionais em atividade, quanto candidatos devem buscar atualização constante, especialmente em áreas como tecnologia, dados e relacionamento interpessoal”, finaliza Pelanda.

