segunda-feira, 1
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junho
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2026

Setor logístico aposta na otimização de estruturas diante da escassez de novos espaços industriais

O setor logístico brasileiro segue em transformação, impulsionado por mudanças no comportamento de consumo e pela consolidação do comércio eletrônico. No entanto, um novo desafio ganha protagonismo: a escassez de áreas disponíveis para novos empreendimentos em regiões com grandes concentrações de pessoas e conhecidos como polos industriais.

Com a limitação de terrenos, somada ao aumento dos custos de construção e às restrições legais e ambientais, a tendência é de desaceleração no volume de novos galpões logísticos nos próximos anos.

De acordo com Jocelito Granemann Ribeiro, gerente comercial da Delta Industrial, o momento exige uma mudança estratégica na forma como as operações são pensadas, principalmente no melhor aproveitamento dos espaços existentes:

“Hoje, não se trata apenas de expandir fisicamente, mas de extrair mais eficiência do que já está disponível. A inteligência no uso do espaço passou a ser um diferencial competitivo importante para operadores logísticos e indústrias”, afirma.

Entre os principais fatores que vêm influenciando esse novo ciclo do mercado logístico, destacam-se as operações omnichannel. Modelos como “comprar online e retirar na loja” aumentam a necessidade de estoques mais robustos e bem posicionados, exigindo centros de distribuição estrategicamente localizados para garantir agilidade no reabastecimento.

Outro ponto relevante é a ampliação do mix de produtos. Com consumidores cada vez mais exigentes e diversificados, empresas precisam trabalhar com uma maior variedade de itens, o que impacta diretamente na demanda por espaço e organização dentro dos armazéns.

Para Ribeiro, esse conjunto de fatores cria um ambiente de oportunidades, especialmente para empresas que investem em soluções de intralogística e modernização de layout.

“Estamos caminhando para um ciclo menos volátil, em que eficiência operacional será o principal motor de crescimento. Empresas que conseguirem adaptar suas estruturas com inteligência terão vantagem competitiva significativa”, destaca.

O avanço do comércio eletrônico também segue como um dos principais vetores de transformação. Segundo especialistas do setor, operações de e-commerce podem demandar até três vezes mais espaço logístico do que operações tradicionais, devido à necessidade de armazenar maior variedade de produtos, agilizar envios diretos ao consumidor e gerenciar devoluções.

O mercado logístico brasileiro se reposiciona, abrindo espaço para investimentos em tecnologia, automação e soluções que priorizam a otimização de áreas já existentes, estratégia que tende a definir os próximos passos do setor.

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