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abril
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2026

Óleo de cozinha usado ganha protagonismo na produção de biocombustíveis avançados

Divulgação

O óleo de fritura usado tem se consolidado como um insumo estratégico na transição energética e na economia circular. Considerado uma matéria-prima avançada, o resíduo passa a ter papel relevante na produção de biocombustíveis de segunda geração, como biodiesel, bioquerosene e diesel verde.

A utilização desse tipo de resíduo evita o descarte inadequado e amplia o aproveitamento de recursos já existentes, reduzindo impactos ambientais e contribuindo para cadeias produtivas mais sustentáveis.

De acordo com Vitor Dalcin, diretor da Ambiental Santos, pioneira em reciclagem de óleo no Paraná e em Santa Catarina,  o óleo vegetal usado deixa de ser um passivo ambiental para se tornar um ativo energético:

“O óleo vegetal usado, entra nesse contexto como uma matéria-prima avançada, feita a partir de resíduos. Em vez de ser descartado, ele é reaproveitado para fornecer insumo de qualidade para biocombustíveis”, explica.

“Feedstock Avançado”

Termo utilizado para definir matérias-primas oriundas de resíduos e, diferentemente das tradicionais, o feedstock avançado não compete com a cadeia alimentar e ainda resolve um problema ambiental. No caso do óleo vegetal usado, trata-se de um resíduo gerado em grande escala por restaurantes, indústrias e estabelecimentos comerciais, que pode ser reaproveitado em vez de descartado.

O resultado é a produção de combustíveis mais limpos, com menor impacto ambiental, alinhados às metas globais de descarbonização e a busca por fontes renováveis de energia.

O potencial desse mercado é expressivo, o Brasil é um dos maiores produtores e consumidores de óleos vegetais do mundo, e estima-se que entre 3 e 5 bilhões de litros de óleo de cozinha sejam utilizados anualmente. No entanto, apenas uma parcela ainda limitada desse volume retorna para reciclagem e reaproveitamento energético.

Ao mesmo tempo, a demanda por biocombustíveis cresce rapidamente. O biodiesel já é amplamente utilizado na matriz energética brasileira, enquanto combustíveis avançados como o SAF (Sustainable Aviation Fuel) e o diesel verde ganham espaço como alternativas para a descarbonização de setores de difícil eletrificação, como aviação e transporte pesado.

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