O controle da pausa térmica vem ganhando importância estratégica nas empresas que atuam em ambientes de baixa temperatura e querem fortalecer suas políticas de saúde e segurança ocupacional.
Mais do que cumprir a legislação trabalhista, registrar corretamente a exposição ao frio e os períodos de recuperação passou a ser um diferencial para organizações que buscam certificações e auditorias mais rigorosas.
Segundo Rigoberto Costa, diretor da ztrax, empresa especialista em tecnologia de Pausa Térmica, esse tipo de controle deixou de ser apenas uma rotina operacional e passou a integrar a gestão de riscos das companhias:
“Hoje, empresas que querem elevar seu padrão de segurança precisam mostrar que têm processos estruturados, rastreáveis e com evidências. A pausa térmica entra nesse contexto como um controle essencial para a proteção do trabalhador e para a maturidade da gestão”, afirma.
Normas internacionais passam a exigir identificação de perigos, avaliação de riscos e implementação de medidas efetivas de prevenção. É o caso da ISO 45001, voltada a sistemas de gestão de saúde e segurança ocupacional, que exige da organização a adoção de controles para riscos no ambiente de trabalho, incluindo situações de estresse térmico por calor ou frio.
Já a ISO PAS 45007 amplia esse olhar ao tratar dos impactos das mudanças climáticas sobre a saúde ocupacional, incluindo riscos relacionados a temperaturas extremas.
Na prática, isso significa que empresas com operações em câmaras frias, áreas refrigeradas e ambientes climatizados precisam ir além da orientação informal. É necessário monitorar, registrar e comprovar que o colaborador está sendo protegido de acordo com critérios definidos pela empresa e pelas exigências de conformidade:
“Automatizar o controle da pausa térmica ajuda a reduzir falhas, melhora a rastreabilidade das informações e fortalece a empresa diante de auditorias, além de contribuir para a redução de passivos trabalhistas”, finaliza.

