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2024

Professores reforçam o amor e o compromisso com a missão de ensinar

Iriziana leciona na rede de ensino na cidade de Rio Negro. Foto: Arquivo Pessoal
Relato de profissionais da educação ilustra a importância do papel dos educadores dentro e fora da sala de aula. Neste sábado é celebrado o dia do professor

Uma missão que envolve muito amor, paciência e dedicação. Assim pode-se definir, ainda que de forma resumida, o papel desempenhado pelos professores, que diariamente estão em sala de aula para transmitir conhecimento e fomentar a aprendizagem dos estudantes em todos os níveis de ensino.

A profissão, que considerada fundamental para formar as demais carreiras, também precisa encarar uma realidade que envolve, muitas vezes, a desvalorização do educador, a falta de empatia ou precarização do ensino, desafios que não impedem os docentes de cumprir com o compromisso com a educação. Diante de tamanha importância destes trabalhadores na sociedade, neste sábado é celebrado o dia do professor, e a reportagem de O Regional ouviu histórias de docentes que não medem esforços para levar a educação e novos conhecimentos aos alunos das unidades de ensino da região.

Com o sonho de ser professora e pelo amor com as crianças, Iriziana Schreiner deu os primeiros passos na área educacional há 10 anos, com a formação em pedagogia. “Me formei em pedagogia em 2012, tenho pós graduação em psicopedagogia clínica e institucional e também em educação especial. Durante a graduação, trabalhei como estagiária e, em seguida, no ano de 2013, iniciei minha carreira e agora atuo na educação infantil. Sempre sonhei em ser professora, minha tia que é professora, foi minha inspiração. Adoro as crianças, me sinto realizada trabalhando na educação”, conta.

Atuando na rede municipal de ensino de Rio Negro, Iriziana reforça os obstáculos enfrentados ao longo da trajetória em sala de aula, enaltecendo principalmente os reflexos impostos pela pandemia. “Enfrentei muitos desafios, dentre eles, foi a dificuldade de aprendizagem pós pandemia, a qual vem sendo fortalecida novamente com a retomada do ensino presencial, além da questão da valorização do professor, a qual merece mais atenção”, pontua a professora, reforçando a grandiosidade da figura educador. “Ser professor é gratificante, é se importar com o outro numa dimensão de quem cultiva uma planta rara que necessita de amor, cuidado, atenção e muita dedicação, mostrando que o caminho do conhecimento pode ser longo mas sempre produzirá bons frutos, formando cidadãos dignos para uma sociedade mais humana, pois educar é um ato de amor e coragem”, conclui.

Lisiane Laskowski de Moura exerce o professorado em Quitandinha e conta que, ao longo dos anos, a paixão pelo ensino foi se fortalecendo e incentivando a buscar aperfeiçoamento. “Atuo na educação desde 2013, quando iniciei como estagiária na escola de ensino fundamental e logo após um ano fui para a educação infantil qual me apaixonei ainda mais pela educação. Iniciei o curso do magistério por escolhas particulares, porém, logo após o primeiro estágio supervisionado, me identifiquei e a cada experiência ficava encantada querendo sempre estar perto das crianças e decidi me dedicar cada vez mais. Fazem nove anos que estou trabalhando com crianças e na educação de Quitandinha entrei em 2014 no Cmei Esperança do Amanhã, onde estou atuando até hoje. Nesse período, sempre houve a necessidade de aprimoramentos pedagógicos, tendo concluído até o momento o magistério a graduação e duas especialização além de cursos voltados a educação”, compartilha

Lisiane atua na educação infantil no município de Quitandinha. Foto: Arquivo Pessoal

A professora também aponta que a pandemia foi um período ímpar para os profissionais da educação, os quais precisaram buscar alternativas para não comprometer o ensino das crianças. “No início tive medo em não conseguir passar o que seria necessário para aqueles alunos, mas fui buscando maneiras de estar perto deles para dialogar e tirar dúvidas através de áudios e alguns até por vídeos chamadas, ajudando nas suas necessidades. Retornamos para a sala de aula e, em meio a tantas lacunas e obstáculos, posso dizer que consegui enfrentar esses desafios e, ao olhar para trás, digo que sou uma vencedora por não ter desistido, sinto que posso melhorar cada vez e enriquecer ainda mais o ensino dentro da sala para suprir possíveis déficit de aprendizagem nesse período pós pandêmico”, comenta Lisiane, apontando ainda a importância e necessidade da valorização salarial da categoria. “Nesse ano nós do magistério tivemos o nosso piso salarial reajustado, qual nos motivou ainda mais em ser melhor naquilo que fazemos: o ensinar. Esse reconhecimento deve ser lembrando a todos os envolvidos que não mediram esforços para que isso fosse possível, que incentiva ainda mais novos pessoas a buscar a educação como profissão”, complementa.

De acordo com a professora, a profissão exige não apenas o fato de transmitir o conhecimento, mas é preciso também estar em conexão com os alunos, fortalecendo o vínculo de amizade. “Para ser professor não é fácil e sim ter dom da paciência e sabedoria todos os dias ser mãe e amiga dar atenção e carinho, pois muitas vezes um abraço faz a diferença na vida escolar daquela criança”, finaliza.



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