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Governos com visão de resultados

9 de fevereiro de 2018 em Editorial - Comente

Não é novidade para ninguém que cada vez mais os recursos direcionados aos municípios estão encolhendo e, na contramão, serviços e despesas aumentando. Há muitos casos onde administrações públicas de muitas cidades se tornaram empresas de recursos humanos, administrando a folha de pagamento de pessoal e cumprindo a obrigatoriedade legal dos gastos em educação e saúde. Nada mais além disso.
Mas existem os “pontos fora da curva”, ou seja, governos municipais que conseguiram se adequar as novas realidades e oferecer muito mais a sociedade local do que apenas o exigido em lei. São gestões com visão de resultados e encorajadas a extinguir a politicagem, substituindo por boas práticas e filosofia profissional de trabalho. O básico é o planejamento e a redução do quadro de servidores, especialmente os chamados cargos comissionados.
O planejamento se dá principalmente com a realização das consultas públicas, informação e tecnologia. Hoje é possível falar com as pessoas (todo dia e a todo momento) através de diversas ferramentas, e dessa forma propor uma gestão eficiente, pratica e transparente. Para muitas administrações, a dificuldade está em saber usufruir desses conceitos e coloca-los em prática.
Já o tradicional inchaço da folha de pessoal, com destaque para os cargos comissionados (que servem principalmente para familiares e cabos-eleitorais) são combatidos por gestores responsáveis e comprometidos com a melhoria dos serviços públicos e a qualidade de vida das cidades. Há, atualmente, muitos servidores de carreira que investiram na sua formação, com cursos superiores e treinamentos, mas estão subutilizados nas gestões municipais.
Infelizmente, existe no Brasil o político tradicional, que não passou por nenhuma experiência de gestão empresarial e também não buscou qualificação para funções executivas. Esses políticos geralmente estão ocupando funções de chefias (prefeitos, secretários ou diretores) sem a mínima noção de gestão de equipe, organização, planejamento, receita, despesas, e política de resultados.
Essa é a diferença de cidades que estão se sobressaindo graças a qualidade e competências de seus gestores com municípios que paralisaram ou estão regredindo porque a política de cargos, partidos e interesses pessoais está no plano maior.

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