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Setor industrial paranaense reitera apoio a operações de combate à corrupção

1 de dezembro de 2017 em Editorial - Comente

O alerta dos responsáveis pela força-tarefa da Lava Jato é direto: 2018 será a batalha final da operação. O resultado das eleições em que serão escolhidos o presidente da República, senadores e deputados definirá o rumo da luta contra a corrupção no Brasil nos anos seguintes.

Diante disso, a sociedade brasileira, que tanto almeja um país mais justo e desenvolvido, não pode se omitir. Na última semana, cerca de 200 lideranças do setor industrial paranaense, reunidas em Assembleia Geral da Fiep que contou com a participação do procurador Deltan Dallagnol, reiteraram seu total apoio a todas as operações de combate à corrupção em curso no Brasil, incluindo a Lava Jato.

Nesta semana, aumentamos ainda mais nossa convicção de que o combate à corrupção precisa mobilizar toda a sociedade. Dois fatos contribuem para isso. O primeiro é o manifesto conjunto divulgado pelos procuradores que atuam na Lava Jato em Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. O documento não deixa dúvidas de que é preciso se manter vigilante em relação aos movimentos que tentam abafar a operação.

Além disso, este 29 de novembro representa uma data marcante – e lamentável – para aqueles que lutam contra a corrupção. Há exatamente um ano, parlamentares realizaram manobras no plenário da Câmara dos Deputados para desvirtuar o Projeto de Lei 4850/16 e impedir o endurecimento das penas para quem comete práticas corruptas. Originada das 10 Medidas Contra a Corrupção, a proposta recebeu apoio de mais de 2,3 milhões de brasileiros. Ainda assim, a vontade da população foi ignorada pelos congressistas.

Para nós, industriais, está claro que a corrupção é um mal que prejudica o desenvolvimento do país. Além de todos os problemas que os desvios de recursos trazem para a qualidade dos serviços públicos, eles também interferem no nível de competitividade da economia. Práticas corruptas criam concorrência desigual entre empresas, inibem investimentos e, assim, atrapalham a geração de emprego e renda.

Portanto, todo cidadão brasileiro que realmente se interessa pelo futuro do país precisa, neste momento, colocar a mão na consciência. Mais do que isso, é preciso agir para que tenhamos na condução do Brasil pessoas realmente comprometidas com os anseios da sociedade e o desenvolvimento de nosso país. O combate à corrupção depende, sim, de cada um de nós.

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