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Por que Lula e o PT perdoariam “os golpistas”?

10 de novembro de 2017 em Editorial - Comente

O ex-presidente Lula está rodando o país em caravana e pré-campanha eleitoral. A medida que ele vai passando pelas cidades o seu palanque vem sendo fotografado com figurões de partidos que apoiaram e votaram pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, ou seja, que tiraram o Partido dos Trabalhadores (PT) do poder.

Antes chamados de “golpistas” agora já recebem novamente a tradicional denominação de “companheiros”. Mas qual a razão desse “perdão” e dessa mudança repentina de tratamento?

Embora Lula lidere as pesquisas na casa dos 35% das intenções de voto, ele sabe que sua rejeição fica na casa dos 55 a 60% e, portanto, num eventual segundo turno a sua chance de vitória não é das melhores. Para chegar ao seu objetivo o caminho mais curto é contar com o apoio dos “velhos” aliados, inclusive o PMDB, principal articulador da queda do PT.

Para muitos, essa nova fase “paz e amor” da liderança petista é cópia do que aconteceu no início dos anos dois mil, quando Lula, após seguidas derrotas, deixou de lado o estilo sindicalista para se apresentar como um cidadão moderado e aberto ao diálogo. No fundo, a intenção é uma só, retomar o poder.

Quem está no meio político concorda que não dá para subestimar o poder de comunicação do ex-presidente Lula e seu desejo em retomar o poder, mas também entendem que a rejeição existente hoje ao PT e tudo que a Operação Lava Jato expôs da sua cúpula terão papel decisivo no desempenho de uma eventual candidatura do partido à presidência da república.

A caravana de Lula avança o país, hora animada, outra com recepções mais tímidas. As regiões escolhidas são exatamente aquelas em que o ex-presidente tem maior apelo, justamente para empolgar a militância, gerar imagens e deixar o pré-candidato em movimento. Vale tudo, até chamar o golpista de companheiro.

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