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A tragédia de Goiás e indagações sobre os filhos dos dias atuais

1 de novembro de 2017 em Editorial - Comente

De repente, um jovem de 14 anos entra na sala de aula e diante dos seus colegas saca uma arma e realiza vários disparos. Não é filme. É a mais pura realidade, curiosamente num estabelecimento de ensino particular e onde menos se imagina que uma tragédia dessa natureza pudesse acontecer. Fatos como esse reforçam as indagações sobre nossos filhos nos dias atuais, o tipo de acompanhamento que possuem, quais as informações que têm acesso, o que fazem com seu tempo livre, como são seus relacionamentos na escola e fora dela, e, principalmente, o quanto verdadeiramente conhecemos deles.

A tecnologia, a era da informação e nossa contínua batalha pela sobrevivência num tempo cada vez mais capitalista podem ter afastado a relação familiar que existia em outros tempos. Isso, é claro, pode ser uma circunstância mais acentuada para uns em relação a outros. Mas ninguém pode negar que em muitas famílias o celular, o computador, o bate-papo online e as redes sociais substituíram o convívio, o diálogo, os ensinamentos e o repasse de valores, tão essencial para uma boa formação.

Recentemente, a Associação dos Amigos do Hospital das Clínicas (AAHC), que mantém um programa chamado “Dedica” lançou uma campanha com o slogan “Conecte-se ao que importa!”, que foi desenvolvido pela empresa de comunicação TIF. A intenção é alertar os pais sobre a eventual ausência na vida dos seus filhos.
As peças foram distribuídas pelos mais diversos meios e num tom lúdico mostra os filhos disputando a atenção dos pais com as redes sociais e o aparelho de celular. Poderia ser uma brincadeira, mas é a mais forte realidade na vida de muitas famílias.

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