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Política: é saudável se distanciar?

20 de outubro de 2017 em Editorial - Comente

Repetidamente ouvimos que a política está presente em tudo das nossas vidas. Aristóteles afirmou que o ser humano é um ser político e mais recente o Papa Francisco repetiu o Papa Pio XI destacando que a política é uma das mais elevadas formas da caridade. Por tudo isso seria natural e compreensível que as pessoas, de todas as classes e espaços, participassem da atividade política, seja com maior ou menor envolvimento.

Na prática a realidade é totalmente diferente. Política se tornou algo indesejável para a grande parcela da sociedade, e a história recente do Brasil contribui de forma vigorosa neste sentido. Os inúmeros e infinitos casos de corrupção afastaram ainda mais os cidadãos do meio político. E pior, transportaram a vala comum toda ação e iniciativa no ambiente público. O cidadão de bem e de boas intenções quer distância da política e assim – tristemente – faz valer a máxima de que o mal triunfa onde os bons se ausentam.

É importante reconhecer que no mundo atual, com tamanha competitividade e necessidade de sobrevivência, não é fácil sair da zona de segurança das nossas empresas e famílias para se doar e se envolver na atividade pública e mobilizações dessa natureza. No entanto, quanto maior for o nosso distanciamento mais legítimo será a terceirização do nosso futuro e das próximas gerações.

Existem várias formas de participação: no bairro, na escola, na igreja, e na vida político partidária. O mais importante é encontrar motivação e despertar a consciência de que um mundo melhor se constrói há muitas mãos.

Infelizmente é a individualidade que tem se destacado nos tempos atuais.

É impossível prever o amanhã, mas em todo esse contexto podemos afirmar que não é nada saudável ficar alheio à tudo ao nosso redor. Todos nós, independente do que somos e fazemos, temos capacidade de contribuir. A escolha é de cada um, mas a necessidade e importância é para todos. Reflita e habite esse espaço, fazer política também é para os bons!

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