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Com a chegada da chuva, fumicultores intensificam plantio da safra 2017/2018

6 de outubro de 2017 em Geral - Comente

Evaldo e Vilaine foram alguns dos fumicultores que intensificaram o plantio. Foto: Arquivo/O RegionalO tempo seco dos últimos meses causou grande apreensão aos fumicultores em toda a região. Devido às altas temperaturas, as mudas se desenvolveram rapidamente e já estavam passando do ponto para serem transplantadas à lavoura. Em virtude disso, muitos agricultores realizaram o plantio antes mesmo da chuva e molhavam manualmente a planta.

Felizmente, a espera pela chuva teve fim na última sexta-feira e nos dias seguintes a movimentação foi intensa na realização do plantio. No bairro de Trigolândia, em Piên, a família Wollner iniciou este processo esperançosa pelo bom resultado. “Não posso reclamar das minhas mudas, porque semeei no tarde, o que não prejudicou muito no desenvolvimento da planta”, conta Vilaine Wollner, que está iniciando as atividades na fumicultura, mas conta com a experiência do pai, Evaldo, que já atua neste ramo há mais de 20 anos. “Este é o primeiro ano que estou assumindo as atividades e vamos plantar 60 mil pés, uma quantidade menor se comparada à safra anterior, quando meu pai plantou 90 mil pés. Estamos confiantes com a produtividade”, relata.

Mudas de fumo foram preparadas nos canteiros. Foto: Arquivo/ O Regional

De acordo com o coordenador da Afubra, Edemar Pedro Konckel, o plantio da safra deve se estender até o próximo dia 10. “As chuvas vieram em um volume suficiente para o transplante a lavoura. Registramos algumas perdas em lavouras onde o produtor, que semeou muito antes da época correta, teve que plantar antes da chuva e molhar manualmente, já que as mudas cozinharam em virtude do calor excessivo”, conta Edemar, repassando orientações. “O agricultor deve ficar atento na questão do replante, quando necessário, e cumprir as recomendações de manejo repassadas pelo orientador da empresa fumageira”, destaca.

Para esta safra, a Afubra estima um crescimento da área plantada de 7%. “Este crescimento causa uma certa preocupação, já que se a produtividade for boa, certamente haverá uma desvalorização e uma exigência maior do produto na hora da venda”, pontua Edemar, detalhando ainda os números das últimas duas safras. “Em 2015-2016, tivemos na região 3.567 famílias produtoras e uma área plantada de 7.033 hectares. Já na safra seguinte, registramos uma queda no número de famílias para 3.492, mas em contrapartida a área plantada passou para 7.329 hectares. Ou seja, a maioria dos produtores que seguem na atividade está produzindo mais e isso inflaciona o mercado”, concluiu.

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