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Aprender a participar

26 de maio de 2017 em Editorial - Comente

O Brasil vive momentos de grande insegurança. Embora o país não paralise e milhões de pessoas continuem trabalhando dia e noite para movimentar nossa economia, gerar riquezas e dar sustentação aos postos de trabalho existentes, aqueles que deveriam estar coordenando e direcionando nossa nação para o futuro estão num poço sem fundo. Percebemos que, individualmente, estão tentando salvar sua pele. É isso que assistimos já num longo período na capital federal, nos governos estaduais e, por vezes, no âmbito local. Vivemos uma tempestade de má notícias, escândalos e insegurança. Para onde vamos ou até quando suportaremos é o que se pergunta a cada novo dia.

Chegamos numa situação em que a governança é cada vez mais contestada e que a corrupção se tornou banal. Infelizmente, percebe-se que muitos cidadãos não se assustam e nem se indignam quando se deparam com os escândalos na esfera pública. Dá impressão que ao longo dos anos aprendemos a conviver com tudo isso e que nada vai mudar. Mas é justamente sobre essa mudança que precisamos refletir. Neste momento, quando o país enfrenta tamanha crise, é fundamental que todas as pessoas de bem se envolvam e aprendam a participar.

Os tempos mudaram e a distância entre pessoas, instituições e governos está cada vez menor. Hoje, com um celular na mão e poucos minutos temos a possibilidade de falar com um parlamentar, uma entidade de classe, um órgão de controle e até com um governante. É claro que isso depende de tempo e interesse e muita gente não tem tempo e muito menos interesse. No entanto, quanto mais ficarmos distantes daqueles que tem o poder de mudar as coisas no país, melhor será para eles e pior para nós. A conta é simples, se ninguém cobra ou acompanha, faz-se tudo de todo jeito.

Precisamos aprender a participar. Mais do que isso, é necessário incentivar que todos participem. Seu filho, seu vizinho ou seu colega de trabalho, quanto maior for o envolvimento, menor é o risco de que o país trilhe pelos caminhos obscuros. Está nas mãos da população a mudança que o Brasil precisa. Se omitir é negar ao nosso futuro e das futuras gerações.

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