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Que governantes queremos?

13 de abril de 2017 em Editorial - Comente

A cidade de Luiziana tem cerca de oito mil habitantes e fica no centro-oeste do Paraná. É mais uma que virou notícia nacional de forma negativa graças ao desmando de um dos seus governantes. O ex-prefeito José Claudio Pol, do PMDB, está respondendo uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR) por uma atitude que até seria cômica, não fosse trágica.

Segundo o MP, o ex-prefeito desviou o único cilindro de oxigênio móvel disponível em uma unidade municipal de saúde da cidade para bombear o barril de chopp na festa de fim de ano da sua família. Traduzindo, o então prefeito tirou oxigênio de pacientes para garantir chopp gelado na sua residência.

Podemos nos perguntar como que um governante tem uma atitude tão imprudente como esta. Não é fácil nem de imaginar algo neste sentido, mas, infelizmente, é o retrato do que acontece em muitas cidades brasileiras onde seus governantes foram mal escolhidos, não são fiscalizados e acham que por estar no governo podem fazer tudo e de tudo. Perdem o pudor, a sensatez e a noção do ridículo.

São muitos os casos de políticos que usam veículos públicos como se fossem particular. Têm celular, viagens, diárias, entre outros pago pelo povo e não há a mínima prestação de contas.

Nesta semana, por exemplo, o secretário de saúde do estado do Rio de Janeiro foi preso por fraudes em licitações. Ou seja, roubo numa área tão importante e delicada que é a saúde. Nos últimos anos, estamos vivendo, principalmente com a Operação Lava Jato, um momento de grandes revelações no país. E tudo isso serve para reforçar nossa obrigação sobre decidir que tipo de governantes queremos e qual será o futuro das nossas cidades.

Ministério Público, Polícia Federal e Justiça Federal estão fazendo sua parte, mas a grande diferença quem pode fazer é o cidadão. Para melhor ou pior, quem decide é o povo.

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